O historiador e sua função social em tempos “saturados de agoras”

Autores/as

  • José Adilson Filho Mestre em História pela UFPE, doutor em Sociologia pela UFPB e possui formação em Psicanálise pelo IEPPE. Atualmente é professor associado do Departamento de História da UEPB, onde coordena o Núcleo de História e Linguagens Contemporâneas (NUHLC).

DOI:

https://doi.org/10.26694/rec.v15i1.9451

Palabras clave:

Historiador, Função da história, operação historiográfica, Teresinha Queiroz

Resumen

Este artigo, como forma de homenagear à professora Teresinha Queiroz, discute a função social do historiador e o estatuto epistemológico do saber histórico diante das transformações contemporâneas na percepção do tempo, caracterizadas pelo “presentismo”. A partir do diálogo com teóricos da sociologia, da filosofia e da história, analisa-se a crise dos paradigmas tradicionais e o desencaixe das estruturas sociais modernas no contexto neoliberal, e o impacto dessas mutações no ensino e no ofício do historiador, alertando para o desprestígio social e utilitarista da disciplina, ao mesmo tempo em que se reafirma seu papel insubstituível na formação da consciência crítica e na mediação da memória. Valoriza-se a interdisciplinaridade como necessidade epistemológica indispensável para ampliar os horizontes de pesquisa e captar as especificidades dos sujeitos historicamente silenciados. Por fim, assinala-se que a operação historiográfica é regida por dimensões éticas, políticas e estéticas, nas quais o historiador atua como um artesão das temporalidades comprometido com a justiça retrospectiva, o combate ao esquecimento e a construção de sentidos para a experiência humana no presente e no futuro.

Publicado

2026-09-29

Cómo citar

Adilson Filho, J. (2026). O historiador e sua função social em tempos “saturados de agoras”. Contraponto, 15(1). https://doi.org/10.26694/rec.v15i1.9451