O historiador e sua função social em tempos “saturados de agoras”
DOI:
https://doi.org/10.26694/rec.v15i1.9451Palavras-chave:
Historiador, Função da história, operação historiográfica, Teresinha QueirozResumo
Este artigo, como forma de homenagear à professora Teresinha Queiroz, discute a função social do historiador e o estatuto epistemológico do saber histórico diante das transformações contemporâneas na percepção do tempo, caracterizadas pelo “presentismo”. A partir do diálogo com teóricos da sociologia, da filosofia e da história, analisa-se a crise dos paradigmas tradicionais e o desencaixe das estruturas sociais modernas no contexto neoliberal, e o impacto dessas mutações no ensino e no ofício do historiador, alertando para o desprestígio social e utilitarista da disciplina, ao mesmo tempo em que se reafirma seu papel insubstituível na formação da consciência crítica e na mediação da memória. Valoriza-se a interdisciplinaridade como necessidade epistemológica indispensável para ampliar os horizontes de pesquisa e captar as especificidades dos sujeitos historicamente silenciados. Por fim, assinala-se que a operação historiográfica é regida por dimensões éticas, políticas e estéticas, nas quais o historiador atua como um artesão das temporalidades comprometido com a justiça retrospectiva, o combate ao esquecimento e a construção de sentidos para a experiência humana no presente e no futuro.
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