“A GENTE COMBINAMOS DE NÃO MORRER”

MULHERES NEGRAS ENTRE RISCO E RESILIÊNCIA

Autores/as

  • Luciana da Silva Ramos UFSC

DOI:

https://doi.org/10.26694/cadpetfilo.v16i31.6232

Resumen

O presente texto é oriundo da disciplina “Antropologia do Risco e da Resiliência” ofertada pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catariana (UFSC), ministrada pelo professor Caetano Sordi entre março e julho de 2024. No texto tento refletir sobre conceitos e perspectivas sobre risco e resiliência discutidas ao longo da disciplina, no qual vislumbro a possibilidade diálogo com meu projeto de pesquisa que busca debruça-se no protagonismo da negritude feminina em Batalha no estado do Piauí, focalizando em estratégias para promover o sustento de seus grupos domésticos, e na luta pelo reconhecimento de seus territórios. O objetivo do presente texto é propor pensar em como mulheres negras evocam a resiliência diante dos riscos produzindo suas estratégias de resistência. Em sua escrita marcante, Conceição Evaristo traduz em Olhos d’água realidades e sentimentos que retratam a vida dura de pessoas negras, principalmente de mulheres que sofrem com a pobreza, com a violência em diversas instâncias e com o racismo. O conto A gente combinamos de não morrer que integra o livro Olhos d’água nos lembra das lutas, sonhos, medos de pessoas que não se entregam ao desespero e combinam de não morrer.

Biografía del autor/a

Luciana da Silva Ramos, UFSC

Doutoranda em Antropologia Social (PPGAS/UFSC), mestra em Sociologia (PPGS/UFPI). Bolsista Pesquisadora CAPES.

Publicado

2026-01-02

Cómo citar

da Silva Ramos, L. (2026). “A GENTE COMBINAMOS DE NÃO MORRER”: MULHERES NEGRAS ENTRE RISCO E RESILIÊNCIA. Cadernos Do PET Filosofia, 16(31), 249–260. https://doi.org/10.26694/cadpetfilo.v16i31.6232