Que rua é essa? Reflexões para uma História Pública dos nomes e lugares públicos.
DOI:
https://doi.org/10.26694/rec.v15i1.9452Palavras-chave:
História Pública, disputa pela memória, Brasil, nomes dos logradouros públicos.Resumo
Este artigo, dialogando com intentos da História Pública, objetiva refletir sobre as disputas pelo poder de nomear os espaços públicos. Para nós, essas disputas são batalhas pela memória. Nomear uma rua é um gesto de apropriação e significação do passado. No bojo das discussões sobre os 60 anos do Golpe de 1964, notamos que um dos pontos de destaque é a existência de uma querela em torno da questão da (re)nomeação de lugares públicos que se referem à personagens do período 1964-1985. Sendo a História Pública preocupada com o modo como lidamos com o passado e como este é, publicamente, reconstruído, perguntar “Que rua é essa?” é mais do que indagar sobre o nome que aparece na placa. É questionar o “por que?” desse nome ter sido escolhido, é indagar a história das forças que o transformaram em parte do nosso espaço público; é entender que ele, o nome, é um documento, um registro dos tempos que não pode ser transparente para os historiadores.
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