Diálogos com Teresinha Queiroz: literatura, imprensa e representações femininas no Piauí no início do século XX

Autores/as

  • Pedro Vilarinho Castelo Branco Universidade Federal do Piauí

DOI:

https://doi.org/10.26694/rec.v15i1.9450

Palabras clave:

História, Piauí, Mulheres, Prescrições sociais

Resumen

O artigo analisa a transição dos papéis de gênero no início do século XX, abordando como a imprensa e a sociedade conservadora defendiam a indissolubilidade do casamento como garantia da estabilidade familiar, valorizando a maternidade e a dedicação da esposa ao lar. Aproveitando as referências de Teresinha Queiroz em seus estudos sobre os literatos piauienses o texto reflete sobre como as mulheres de elite agiam sob as prescrições sociais para os papeis femininos na época. Por um lado, a igreja católica defendia e ensinava que a condição existencial das mulheres deveria se alinhar aos ditames da tradição patriarcal, enquanto, por outro lado, os literatos, livres-pensadores, defendiam a escolarização feminina e o alinhamento das mulheres ao mundo moderno. E as próprias condições históricas do início do século XX despertava nas mulheres o desejo de vivenciar novas perspectivas de sociabilidade que apontavam para a emancipação feminina, para a conquista da cidadania pelo direito ao voto e pelo acesso aos espaços públicos e ao trabalho remunerado.

Publicado

2026-09-29

Cómo citar

Castelo Branco, P. V. (2026). Diálogos com Teresinha Queiroz: literatura, imprensa e representações femininas no Piauí no início do século XX. Contraponto, 15(1). https://doi.org/10.26694/rec.v15i1.9450