ARENDT SOBRE EICHMANN, UMA LEITURA RADICAL

Autores

  • Fina Birulés

Resumo

Em maio de 1960, agentes israelenses sequestraram Adolf Eichmann na Argentina e o levaram a Israel para ser julgado. Depois de se propor como correspondente do julgamento para o editor da revista The New Yorker, William Shawn, Hannah Arendt viajou para Jerusalém na primavera de 1961. Sua reportagem “Eichmann em Jerusalém” foi publicada em cinco partes, a primeira delas em 16 de fevereiro de 1963, e alguns meses mais tarde foi publicado o livro Eichmann in Jerusalem. A report on the banality of evil (Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal), que retomou e ampliou o que foi publicado na revista2. A condição de refugiada judia da Alemanha e seu interesse contínuo em compreender e estudar o caráter sem precedentes do surgimento dos regimes totalitários levaram Arendt a querer assistir ao julgamento: “perdi os julgamentos de Nuremberg, nunca vi essas pessoas pessoalmente e esta é provavelmente minha única chance”, escreveu em 19603. Quando decidiu cobrir o julgamento Arendt já era uma pensadora eminente e reconhecida, tendo já publicado, dentre outros textos, Origens do totalitarismo (1951) e A condição humana (1958).

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Publicado

2025-02-06 — Atualizado em 2025-02-10

Versões

Como Citar

Birulés, F. . (2025). ARENDT SOBRE EICHMANN, UMA LEITURA RADICAL. Cadernos Arendt, 5(9), 3–27. Recuperado de https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/6456 (Original work published 6º de fevereiro de 2025)