O Cinema e a invenção da vida moderna em Teresina no início do século XX
DOI:
https://doi.org/10.26694/rec.v21i1.9477Palavras-chave:
Cinema, Cidade, Modernização, TeresinaResumo
O presente artigo tem como objetivo compreender o modo de experimentar a cidade, analisar como o cinema se insere no contexto de modernização e urbanização em Teresina com a chegada do século XX e observar o que se buscava construir no imaginário social acerca de uma cidade moderna, planejada em função das novas técnicas e, principalmente, como essas transformações sensibilizaram o modo de viver dos habitantes teresinenses. Do ponto de vista das fontes, foram analisados os periódicos disponíveis no acervo digital do Núcleo de Pesquisa em História e Memória do Piauí (Nupem), Cidade de Therezina e Correio de Therezina, órgãos independentes que circularam em 1911 e 1916, respectivamente. Para o quadro teórico e historiográfico, foram fundamentais autores como Queiroz (2009; 2008), Tito Filho (1975), Nascimento (2015; 2011), Xavier (2017), Sevcenko (2021) e Ginzburg (1989). Entendemos que o imaginário modernizante, presente sobretudo nas autoridades políticas e na elite local, encontrou desafios em sua implantação, na medida em que a capital piauiense não dispunha de condições materiais objetivas para que essa transplantação cultural ocorresse de forma sistemática e efetiva. Assim, analisamos o cinema como uma técnica que representava, no imaginário da ideologia da ordem e do progresso da elite piauiense, o mais moderno aparato civilizatório.
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