A briga do cachorro com a onça: uma arqueologia da cultura do pífano no Nordeste

Autores

  • Natanael Kennedy Silva Licenciado em História pela Universidade Estadual do Piauí campus Poeta Torquato Neto; mestrando em História do Brasil pelo Programa de Pós Graduação em História do Brasil da Universidade Federal do Piauí.

DOI:

https://doi.org/10.26694/rec.v21i1.9465

Palavras-chave:

Pífano, História Cultural, Nordeste, Cultura Popular, Metodologia da História

Resumo

Este artigo busca fazer uma arqueologia da cultura do pífano no Nordeste, o que significa discutir conceitos, métodos e técnicas que podem contribuir para o estudo histórico da cultura do pífano. Entende-se por cultura do pífano o conjunto de práticas, usos e consumos que se organizam em torno do instrumento musical conhecido como pífano ou pife. O texto parte da discussão sobre a formação histórica do Nordeste e da crítica aos processos que enquadram determinadas manifestações como folclore, cultura popular e patrimônio. Em seguida, o trabalho busca delimitar a cultura do pífano como um objeto construído nas relações entre instrumento, corpo, ritual, trabalho e território. Ao final, defende-se que uma história da cultura do pífano precisa articular diferentes fontes, escalas e formas de registro, evitando tanto a ideia de que o instrumento está cristalizado em um passado rural quanto a redução de sua sonoridade aos limites da partitura.

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Publicado

2026-09-30

Como Citar

Silva, N. K. (2026). A briga do cachorro com a onça: uma arqueologia da cultura do pífano no Nordeste. Contraponto, 21(1). https://doi.org/10.26694/rec.v21i1.9465