Linguagens, Educação e Sociedade https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc <p>A Revista <em><strong>Linguagens, Educação e Sociedade</strong></em> <strong>(LES)</strong> é um veículo de divulgação científica do Programa de Pós-Graduação em Educação<em>,</em> do Centro de Ciências da Educação, da Universidade Federal do Piauí, criado em 1996, com a edição de dois números anuais, passando a ser publicada na versão eletrônica, a partir de 2017, com publicação quadrimestral.</p> <p>A <strong>LES</strong> tem o objetivo de contribuir com a divulgação do conhecimento científico no campo da Educação e áreas afins, produzido por pesquisadores brasileiros e estrangeiros. A Revista publica resultados de pesquisas originais e inéditos, revisões bibliográficas e resenhas de obras relevantes para a área de Educação, em português, espanhol e inglês, em conformidade com sua política editorial.</p> <p><strong>Qualis</strong> (2017-2020): A3 | <strong>ISSN</strong>: 1518-0743 | <strong>e-ISSN</strong>: 2526-8449 | <strong>Prefixo DOI</strong>: 10.26694</p> Universidade Federal do Piauí pt-BR Linguagens, Educação e Sociedade 2526-8449 A PEDAGOGIA LIBERTADORA DE PAULO FREIRE: UMA UTOPIA BRASILEIRA https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/4957 <p>O texto apresenta uma reflexão acerca da dimensão utópica do pensamento educacional freireano, por meio do exame das referências diretas sobre o tema utopia encontradas na obra do autor, articuladas a outros documentos como a famosa Carta de Pero Vaz de Caminha ao rei D. Manuel de Portugal, relatos da viagem de Cristóvão Colombo de 1492 e a obra <strong>Utopia </strong>de Thomas Morus (1515), na perspectiva de um arranjo que nos permitisse compreender o contexto em que Paulo Freire atuou e como este brasileiro chegou a elaborar uma concepção de educação, ao mesmo tempo possível, necessária e utópica, afastando-se da ruptura e da guerra. Verificamos uma matriz utópica, principalmente nos textos que consideramos como nascedouros de sua pedagogia, <em>Educação como prática de liberdade e Pedagogia do Oprimido</em>. De lá pra cá, nestes 50 anos, passamos de um Brasil com 50 % de pessoas não alfabetizadas para um país com menos de 10% de não alfabetizados, muito temos que caminhar.</p> Lucia de Fatima Oliveira de Jesus Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-06 2024-05-06 28 57 1 26 10.26694/rles.v28i57.4957 O GRIÔ DENTRO E FORA DA ESCOLA: PARA UMA EDUCAÇÃO DECOLONIAL https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/4669 <p>A inclusão da perspectiva afro-brasileira na educação formal teve importantes avanços nas últimas décadas, possibilitando inovações pedagógicas para a descolonização da educação. Dentre as mudanças, observamos a presença de mestres griôs nas escolas, introduzindo conhecimentos e procedimentos didáticos oriundos de espaços culturais extra-acadêmicos. O objetivo deste estudo é seguir os griôs dentro e fora da escola, para entender a conexão entre as práticas educativas no espaço formal e os saberes e fazeres ancestrais construídos em espaços tradicionais. Começamos com uma contextualização geral da figura dos griots em contexto africano e a sua crescente presença no Brasil atual, reconstruindo o processo da sua recente proliferação. Depois realizamos um acompanhamento etnográfico das atividades educativas de dois griôs na região metropolitana de Porto Alegre. Durante vários meses, observamos as atividades dos griôs na escola (rodas de conversa, palestras, apresentações teatrais) e fora da escola (encontro de capoeiristas, aulas de yorubá em terreiras de batuque). Os resultados mostram que a vivência extra-acadêmica dos griôs é fundamental na sua atuação escolar. Destaca o estudo das marcas linguísticas africanas no português falado no Brasil e do racismo colonial sem temporalidade linear. A história e cultura africana e afro-brasileira não são abordadas como um frio componente curricular, mas desde a sensibilidade afetiva e a firmeza antirracista, confrontando a inércia colonial de algumas práticas arraigadas no cotidiano escolar. Concluímos que a colaboração dos griôs no ensino formal tem enormes potenciais para descolonizar a educação, desde que articulada com a atuação dos docentes.</p> Julio Souto Salom Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-06 2024-05-06 28 57 1 27 10.26694/rles.v28i57.4669 JOVENS DA MEDIDA SOCIOEDUCATIVA EM PARNAÍBA/PI: ENTRE GRAFIAS DE VIDA E CORPOS NA GUERRA https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/4564 <p>A construção do jovem socialmente perigoso, no Brasil, envolve determinações discriminatórias e estigmatizantes, elaboradas sobre as pessoas negras, empobrecidas e periféricas, sujeitos históricos e culturalmente marcados para morrer. Em 2019, foram 45.503 homicídios registrados, deles, 34.466, o correspondente a mais de ¾, são de pessoas negras, sendo que mais da metade (23.327) do total geral são jovens. Os dados demonstram a realidade construída no Brasil a partir da colonização até hoje. Isso revela o Mito da Democracia Racial vivenciado no Brasil e o abolicionismo inconcluso que impõem à comunidade negra condições de miséria e criminalização. A biografia do corpo marcado para morrer ou a necrografia acontece na incorporação de etiquetas estigmatizastes sobre jovens negros no Brasil e no mundo, autorizando suas mortes. Mas mesmo com tal imposição, o objetivo desta pesquisa é investigar qual juventude é produzida pelos jovens em cumprimento Sedida Socioeducativa em meio aberto em Parnaíba-PI e descobrir suas grafias de vida ou a Biografia Menor, que evidencia como eles habitam seus territórios, traçam linhas de fuga e produzem vida. Para produção de dados, a Sociopoética foi valorizada como <em>ethos</em>, considerando-se seus princípios, que promovem experiência decolonizadoras. Na oficina de produção de dados foram inventados devires-criaturas-vida que revelam o confeto Problema-Guerra-Negócio-de-Facção, contorno importante na produção da subjetividade juvenil em Parnaíba-PI. Além dessa denúncia, os dados evidenciaram linhas de fuga para produção e ampliação da vida através da arte das manobras radicais em motocicletas e nas relações de amor e amizade.</p> Shara Jane Holanda Costa Adad Francisca Maria Véras Linhares Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 23 10.26694/rles.v28i57.4564 FORMAÇÃO HUMANA COMO AÇÃO INTELECTUAL, ÉTICA E POLÍTICA https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/3939 <p>Este ensaio tem o intuito de refletir sobre algumas contribuições do pensamento de Hannah Arendt para a formação de professores. O argumento proposto é o de que a responsabilidade frente ao ato educativo envolve as dimensões intelectual, ética e política como constituintes primordiais do pensar e do agir pedagógico-educativo. Em sua dimensão intelectual, requer compreender que os sujeitos recém-chegados precisam ser inseridos em um mundo já existente e nele iniciados por meio de práticas escolares e de conhecimentos históricos, culturais e científicos para que assim possam preservar sua historicidade. Ainda, na ação pedagógico-educativa, ter um saber e saber-fazer não é suficiente, pois, em razão da imprevisibilidade e pluralidade da ação humana, a atividade do pensar continuamente é demandada. Assim, na interdependência entre pensamento e ação se observam duas implicações: uma ética e outra política. A primeira diz respeito ao pensar para agir de forma a preservar no mundo o bem, a força da palavra e a negação da violência. A dimensão ética também envolve a vontade e os motivos e projetos que os professores constroem para a ação educativa, aspectos por vezes esquecidos ou pouco explorados na formação. Já a implicação política tem como foco resguardar a vida dos sujeitos no espaço comum e estabelecer as condições possíveis e necessárias para que possam expressar e fazer suas escolhas. Quem assume a tarefa da educação admite a responsabilidade por outros e por criar encontros nos quais estes possam fazer seus inícios únicos e singulares.</p> Marta Nörnberg Josiane Jarline Jäger Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 23 10.26694/rles.v28i57.3939 ABORDAGEM DO CICLO DE POLÍTICA: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA ANÁLISE DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO DO CAMPO NO BRASIL https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/4854 <p>O presente artigo tem como objetivo refletir sobre os desafios de analisar a política pública de Educação do Campo, considerando possíveis contribuições advindas da abordagem do Ciclo de Políticas de Stephen Ball em interface com as especificidades que integram a política. A proposta de Ball inscreve os seguintes contextos: Contexto da influência, Contexto da produção do texto e Contexto da prática. A partir de um estudo de base teórica realizado por meio de levantamento bibliográfico, de base qualitativa e exploratória acerca da referida temática, o presente estudo problematiza sobre como a política de Educação do Campo vem sendo tratada na agenda política-educacional brasileira a partir dos diferentes contextos apontados na teoria do Ciclo de Política, destacando contribuições e limites ao processo de análise, dada a singularidade histórica e conceitual da política de Educação do Campo enquanto processo contra hegemônico. As conclusões apontam que as possíveis contribuições do Ciclo de Políticas para a análise da política de Educação do Campo podem ser úteis no tocante ao apontamento de cenários, contudo, carece de dinâmicas que permitam a interligação entre os mesmos considerando as tensões e conflitos, não apenas no interior de cada contexto, mas também na base estrutural em que estes se encontram. Contudo, pela flexibilidade que apontam indicam abertura crítica para articular realidades e experiências singulares a exemplo da Educação do Campo, especialmente através da indicação de elementos que podem se converter em passos para uma construção metodológica. </p> Maria Clara de Sousa Costa Lucineide Barros Medeiros Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-06 2024-05-06 28 57 1 22 10.26694/rles.v28i57.4854 POLÍTICA EDUCACIONAL E ENSINO MÉDIO PÚBLICO: MATERIAL DIDÁTICO DO SETOR PRIVADO EM MATO GROSSO https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/4379 <p><span style="font-weight: 400;">Neste texto, promove-se uma discussão sobre o Ensino Médio público, a partir da análise do material didático produzido pelo setor privado direcionado à etapa, no estado de Mato Grosso, na temática História do Brasil. Debate-se a guinada neoliberal na Educação e sua influência na política educacional. Ademais, a discussão sobre currículo permeia este texto, o qual congrega uma potência de poder à medida que&nbsp; seleciona e organiza os conteúdos a serem comunicados nos componentes curriculares. Ele pode criar/reforçar determinadas imagens a respeito de eventos e povos, impactando culturalmente. Assim, é realizada uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório, que mobiliza a Análise Textual Discursiva para análise dos aspectos do material didático voltado para o 3° ano, produzido pelo Sistema Maxi de Ensino: (a) no modo de apresentação, autoria e abordagem do conteúdo; (b) nas atividades propostas. Conclui-se que o material apresenta hipertextos e imagens que complementam a narrativa histórica empreendida, apresenta atividades discursivas e de múltipla escolha com base em exames vestibulares. Há, inclusive, uma parte intitulada </span><em><span style="font-weight: 400;">Mais Enem</span></em><span style="font-weight: 400;">, o que evidencia o foco no exame, hoje considerado um grande vestibular nacional. O material didático a circular nas escolas públicas de Ensino Médio, quanto à História brasileira, merece projetos de currículo cuja perspectiva seja crítica e não reforçadora da visão do colonizador e que considere a especificidade da educação pública, que transcende o vestibular.</span></p> Alessandra Ferreira dos Santos Eveline Ferreira de Moraes Ana Lara Casagrande Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 30 10.26694/rles.v28i57.4379 DEMOCRACIA, POLÍTICA E AVALIAÇÃO: O PAPEL DOS OBSERVATÓRIOS NO ACOMPANHAMENTO DO DIREITO À EDUCAÇÃO https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/4811 <p>A implementação das políticas públicas requer, além da ação política do legislativo e executivo, o acompanhamento dos observatórios de políticas públicas. Diante disso, o objetivo do trabalho foi analisar, a partir da implantação dos observatórios de políticas públicas no Brasil, a atuação do Observatório do Plano Nacional de Educação (OPNE) com a finalidade de compreender seu papel no acompanhamento do PNE 2014-2024. Partimos de uma investigação baseada na perspectiva crítica da realidade fundada no método histórico e com o aporte da metodologia de pesquisa bibliográfica. Compreendemos que estamos em um momento histórico propício para a atuação dos observatórios de políticas devido ao nível de democracia adotado pelo Estado contemporâneo e que os dados obtidos e compilados pelo Observatório do PNE se constituem como ferramentas para a avaliação da política implementada a nível nacional. Entendemos também que o OPNE cumpre papel importante pelo advocacy pela educação que pode se constituir, a depender do seu poder de influência e de seus parceiros, como interferência privatista na renovação do ciclo da política de educação brasileira.</p> Suzana Pinguello Morgado Vanessa Freitag de Araújo Fabiane Freire França Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 27 10.26694/rles.v28i57.4811 IDEB/POLÍTICA DE AVALIAÇÃO E CONTROLE: ASPECTOS HISTÓRICOS, CONTRADIÇÕES E REVERBERAÇÕES NAS PESQUISAS EDUCACIONAIS https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/4667 <p>Este texto busca discutir a política de avaliação instituída a partir do Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE que considerou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB, como um mensurador de qualidade educacional, e como este reverbera no cotidiano escolar e das pesquisas educacionais no âmbito das universidades. Nesse sentido, incialmente buscou-se nos documentos oficiais a compreensão do modo como essa política foi gestada e implantada na educação brasileira; em seguida por meio das contribuições analíticas de Saviani (2009); Richter; Souza (2015); Freitas (2016); Bertagna; Melo (2020); e Richter Vieira (2021) procedeu-se uma discussão sobre os significados e implicações desse modelo de política nas escolas; e por fim, através de uma busca no indexador Redalyc selecionou-se os artigos publicados nos últimos 05 anos, na tentativa de compreender o modo como as pesquisas tem se apresentado no âmbito acadêmico. Como conclusão aponta-se que esse modelo de política tem trazido para a escola a responsabilização pelos resultados, fragmentação do trabalho didático pedagógico dos professores, mudanças no currículo, e, portanto, um distanciamento de um ensino emancipador, sendo substituído pela busca de resultados nos testes padronizados.</p> Darluce Andrade de Queiroz Muniz Lyvia Fernanda Leal Marcelo Soares Pereira da Silva Sabrina Bucci Rosa Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 25 10.26694/rles.v28i57.4667 MAPEANDO O CONTEXTO DE INFLUÊNCIA DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/4310 <p>Este trabalho tem como objetivo mapear o contexto de influência em que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi construída a partir da natureza complexa e controversa das políticas educacionais nessa conjuntura. A análise partiu da abordagem teórico-metodológica de Stephen Ball e colaboradores (Bowe; Ball; Gold, 1992), que analisam a política educacional a partir das tensões e das disputas no processo de produção da política. A metodologia deste estudo é de base qualitativa e partiu do instrumento de análise documental. Evidenciamos a amplitude das redes de agências multilaterais atuantes na proposta da BNCC, e a gama de organismos nacionais e internacionais que produziram discursos e textos como mecanismos de manobra a fim de conduzir o processo de aprendizagem as necessidades do mercado. Sendo assim, buscamos contribuir com o contínuo debates/ problematizações acerca dos desdobramentos da implementação da BNCC, a qual estabelece uma política de currículo.</p> Adriege Matias Rodrigues Ana Cláudia da Silva Rodrigues Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 23 10.26694/rles.v28i57.4310 A FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DE PROFESSORES PARA O USO PEDAGÓGICO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS NO ENSINO MÉDIO https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/4705 <p>No momento em que a sociedade busca o enfretamento de desafios, como é o caso de qualificar os processos de ensino e aprendizagem no ambiente escolar, o uso das TDs ganha um novo capítulo no contexto das práticas pedagógicas, ao mesmo tempo em que a formação dos professores para esse fazer auxiliado pelos instrumentos tecnológicos. Assim, o objetivo do presente estudo foi levantar as características da formação inicial e formação continuada dos professores, no que se refere a capacitação desses profissionais para o uso das tecnologias digitais em suas práticas pedagógicas para o ensino médio. Para o alcance do objetivo traçado foi desenvolvida uma pesquisa descritiva, com caráter metodológico indutivo e análise qualitativa, com a coleta de dados primários em 8 (oito) escolas públicas de Rondonópolis-MT, tendo como público participante 74 (setenta e quatro) professores. A partir dos dados coletados conclui-se que a formação inicial dos professores ofereceu maior nível de conhecimento na elaboração e execução de práticas pedagógicas, no entanto, a formação tecnológica desses mesmos professores foi maior na formação continuada, o que evidencia os benefícios da busca por formação continuada para qualificar os professores gerando competências e habilidades para trabalhar com as TDs nas práticas pedagógicas.</p> Marijane Soares Ana Paula Teixeira Porto Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 25 10.26694/rles.v28i57.4705 FORMAÇÃO DOCENTE NO CURSO DE PEDAGOGIA: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE PROFESSORES SUPERVISORES DE ESTÁGIO SOBRE DOCÊNCIA https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/4348 <p>Este estudo é um recorte da tese de doutoramento apresentada ao programa de pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Diante da amplitude da referida pesquisa, optamos, para o momento, analisar a representação social de professores supervisores acadêmicos de estágio supervisionado sobre docência. Quanto à metodologia, é uma pesquisa de abordagem qualitativa que se fundamenta na Teoria das Representações Sociais (MOSCOVICI, 1978), com esse respaldo, discutimos os resultados da entrevista semiestruturada aplicada a professores universitários que ministram disciplinas de estágio supervisionado no curso de Pedagogia da Universidade do Estado do Rio Grande Norte-UERN. Para análise dos dados utilizamos a técnica de categorização sob a égide da Análise de Conteúdo (BARDIN, 2011), com uso da análise temática e categorial. Como resultados ponderamos que a representação social de docência se alicerça na história de vida, na trajetória enquanto estudantes e nas experiências vivenciadas no cotidiano da profissão. No mais, foi possível identificar alguns elementos que podem caracterizar a existência de um <em>habitus</em> que engendra a prática desses sujeitos e reverberam nas representações sociais sobre a profissão.</p> <p>&nbsp;</p> Antonia Maíra Emelly Cabral da Silva Vieira Elda Silva do Nascimento Melo Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 30 10.26694/rles.v28i57.4348 DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE EM CONTEXTOS DE INCERTEZAS: INQUIETAÇÕES E PROBLEMATIZAÇÕES https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/4559 <p>Este artigo tem como objetivo problematizar o Desenvolvimento Profissional Docente – DPD, tendo como pano de fundo algumas inquietações advindas do campo político e do contexto da pandemia da Covid-19. Para isso, assentamos a pesquisa em uma abordagem qualitativa, sendo do tipo descritiva exploratória. Nesta direção, fizemos um recorte temporal, tendo o início a Constituição Federal de 1988 até o contexto pós-pandemia, ou seja, analisamos um movimento de 34 anos de algumas conquistas e perdas dos/as profissionais da educação brasileira, para isso, nos debruçamos nos marcos legais e discussões teóricas de estudiosos/as como Tardif (2014), Ferreira (2014; 2020), Cruz, Barreto, Ferreira (2020), Marcelo Garcia (1999; 2009), Day (2001; 2005), Oliveira-Formosinho (2009), Imbernón (2009; 2011), Vaillant (2014) etc. Os dados revelam que durante a pandemia, os/as professores/as foram impactados não apenas pela crise sanitária, mas também por uma crise política. Na primeira, faltou suporte pedagógico, tecnológico, humano, político, social, financeiro, psicológico, entre outros. Essa carência resultou em implicações negativas para o DPD, incluindo o adoecimento dos/as professores/as diante das exigências das aulas remotas e do aumento da carga de trabalho. Na segunda, observamos a perda de autonomia devido às reformas educacionais, a falta de formação contínua em tecnologia e a erosão salarial devido à inflação, entre outros desafios. Como resultado, o DPD foi afetado por uma combinação de fatores oriundos de contextos políticos, sociais, econômicos e organizacionais, resultando na precarização do trabalho docente e desencadeando processos de desprofissionalização e proletarização dos/as professores/as. Portanto, torna-se evidente a necessidade crucial de adotar políticas públicas educacionais para apoiar os professores e minimizar os danos durante cenários de crises. Oferecer suporte direto às atividades dos/as professores/as em circunstâncias adversas pode ser considerado uma estratégia eficaz para mitigar os efeitos negativos dessas situações, as quais tendem a comprometer os processos de DPD.</p> Lilian Moreira Cruz Lúcia Gracia Ferreira Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-06 2024-05-06 28 57 1 30 10.26694/rles.v28i57.4559 CONCEPÇÕES DOCENTES EM RIO BRANCO-AC: O (DES)CONHECIMENTO DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVA https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/4805 <p>Este artigo tem como objetivo analisar as concepções docentes acerca da Política Nacional de Educação Especial e Inclusiva em Rio Branco/Acre. A pesquisa, de abordagem qualitativa, do tipo exploratória-descritiva, por meio da revisão bibliográfica e da pesquisa de campo, contou como técnicas de coletas, o questionário fechado e a entrevista semiestruturada. A população e a amostra correspondem a 18 (dezoito) docentes do Atendimento Educacional Especializado – AEE da Rede Estadual de Ensino de Rio Branco/Acre. Para fundamentar o estudo, utilizou-se teóricos, como, Carvalho (2004, 2008), Góes (2007), Jannuzzi (2017), Kassar (2011), Laplane (2007), Lima (2006), Mantoan (2011, 2015), Mazzotta (2011), Mendes (2010), Pires (2006), dentre outros. Além disso, fez-se uso de fontes documentais que abordam o Atendimento Educacional Especializado, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN n° 9.394 (Brasil, 1996); a Portaria Normativa n° 13 (Brasil, 2007); a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (Brasil, 2008); a Resolução n° 4 (Brasil, 2009); o Manual de Orientação: Programa de Implantação de Sala de Recursos Multifuncionais (Brasil, 2010); o Decreto nº 7.611 (Brasil, 2011) e a Instrução Normativa n° 001, de 30 de janeiro de 2018 (Acre, 2018). Os dados foram analisados com o auxílio da Análise de Conteúdo (Bardin, 2016). Explicita-se que as concepções giram em torno da Educação Inclusiva como um movimento amplo de caráter legal, social e político, voltado para a inclusão educacional dos estudantes público-alvo da modalidade de Educação Especial nas escolas regulares de ensino.</p> Alysson Vinícius Pacífico Barbosa Ademárcia Lopes de Oliveira Costa Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-06 2024-05-06 28 57 1 30 10.26694/rles.v28i57.4805 INCLUSÃO DE ALUNOS COM AUTISMO EM SALA DE AULA E O PLANO EDUCACIONAL INDIVIDUALIZADO (PEI) https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/4334 <p>A inclusão de alunos com autismo em classes regulares ainda apresenta muitos desafios. O plano educacional individualizado (PEI) é uma ferramenta norteadora que pode ser muito útil no processo de inclusão. Considerando-se essa importância, este trabalho teve como objetivo geral refletir sobre as possibilidades do PEI diante dos processos formativos de estudantes com TEA no ensino regular e, como objetivos específicos, compreender a função do PEI e verificar como ele pode ser operacionalizado no contexto de sala de aula. Para responder esses objetivos, realizou-se uma pesquisa bibliográfica sobre o tema. Os estudos analisados indicam que o conceito do PEI ainda é recente no panorama brasileiro e, embora tenha amparo em políticas públicas educacionais, ainda é pouco utilizado nas escolas. E, quando é usado, além de ser denominado de formas diferentes, sua estrutura também não é padronizada. Ademais, verificou-se que, muitas vezes, faltam informações para elaborar um plano efetivo. Nesse sentido, fica evidente a necessidade de ampliar os estudos sob o viés de padronizá-lo minimamente e de operacionalizá-lo, visto que há divergências em relação à efetivação e ao monitoramento dos aspectos relacionados à vida escolar dos alunos com TEA.</p> Viviane Cristina de Mattos Battistello Elise Ribas Lisboa Rosemari Lorenz Martins Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-06 2024-05-06 28 57 1 23 10.26694/rles.v28i57.4334 ENSINAR E APRENDER EM UMA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO: REPENSANDO ALGUNS PRINCÍPIOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS PIAGETIANOS https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/4646 <p>O presente artigo objetiva discutir alguns <strong>princípios didáticos e pedagógicos</strong> piagetianos, como: Construção, Adaptação e Equilibração e que, norteiam a ação educativa, tendo como contexto maior a sociedade do conhecimento. Justifica-se essa escolha, pois intencionamos auxiliar os educadores e os aprendizes em seus processos de ensino e de aprendizagem ativos, além de ajudá-los a entender melhor o seu método de ensino e de aprendizagem. Metodologicamente, optamos em, nos orientarmos pela revisão de literatura e no estudo de alguns documentos da área. Entre os principais resultados, apresentamos um conjunto de <em>princípios didáticos e pedagógicos</em> e suas categorias para ajudar os professores a se apropriarem de um método ativo de ensinar e de aprender, como o método construtivista e com o papel ativo dos aprendizes neste processo. Desse modo, foi possível discutir à temática, do uso de alguns princípios e categorias piagetianos, para se formar alunos/professores no ensino e na aprendizagem a distância, e vinculando a um referencial teórico potente a fim de explicitar os objetivos e a discussão das categorias de: interação, assimilação e acomodação, problematizando-as em uma sociedade do conhecimento. </p> Miguel Alfredo Orth Claudia Escalante Medeiros Medeiros Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 30 10.26694/rles.v28i57.4646 O TRABALHO COMO UM TEMA TRANSVERSAL CONTEMPORÂNEO: UMA LEITURA DISCURSIVA DE COLEÇÕES DIDÁTICAS DO NOVO ENSINO MÉDIO https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/4123 <p>O objetivo principal do estudo consiste em analisar discursos sobre o trabalho, compreendido como um tema transversal contemporâneo, em coleções didáticas de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, aprovadas pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático, edição de 2021, em conformidade com a Reforma do Novo Ensino Médio (Lei nº13.415/2017) e com a Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio (2018). A metodologia segue um viés descritivo-interpretativo de natureza qualitativa. A análise de fragmentos coletados de três coleções didáticas de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas permite problematizar que o trabalho é discursivizado nos moldes neoliberais, pois pressupõe o desenvolvimento de competências e aptidões individuais que buscam levar o jovem do ensino médio a conceber o mundo do trabalho sob a lógica da competição.</p> Élida Karla Alves de Brito Francisco Vieira da Silva Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 29 10.26694/rles.v28i57.4123 AUTORIA TEXTUAL NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/4342 <p>Este artigo trata das inquietações que acometem estudantes do Ensino Médio Integrado (EMI) diante da escrita acadêmica. Um dos desafios da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) é oferecer uma formação integrada, politécnica e omnilateral e isso pressupõe, dentro do ensino de Língua Portuguesa, compreender práticas de linguagem relacionadas à interação e à autoria. Em outras palavras, as aulas da disciplina devem ir além do domínio da norma culta e da produção de relatórios. Assim, mediante à aplicação de um questionário com questões abertas em uma turma do segundo ano de Química do EMI do Campus Aracaju do Instituto Federal de Sergipe (IFS) pode-se identificar tensões e preocupações acerca da constituição da autoria em textos escritos produzidos por educandos. Esses registros serviram de base, neste artigo, para a interpretação das marcas autorais dos sujeitos na produção textual desenvolvida e para a necessidade de serem construídas efetivamente práticas pedagógicas integradoras que insistam em produções escritas acadêmicas com indícios de autoria.</p> Elza Ferreira Santos Débora Souza da Silva Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 23 10.26694/rles.v28i57.4342 O GOLPE DE 2016, A ASCENSÃO DE BOLSONARO E A EDUCAÇÃO: UM PROJETO DE CLASSE https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/4140 <p>O objetivo deste artigo é realizar uma análise sobre a crise estrutural do capitalismo e sua relação com o golpe de 2016, a ascensão de Bolsonaro e o desmonte das políticas educacionais como meio de mercantilização e de privatização da educação pública nos tempos atuais. Nesse sentido, a questão da educação sob o governo Bolsonaro só pode ser analisada quando esta é compreendida a partir de seus determinantes materiais e da correlação de forças presentes na luta de classes. Portanto, não se trata de compreendê-la como expressão exclusiva das proposições obscurantistas do presidente em questão, mas a partir do ódio de classe, inerente à nossa formação histórica e social do domínio burguês, com suas respectivas frações de classe, que permanecem atreladas a uma base ideológica, cujas raízes remontam ao passado escravocrata e patriarcal. As análises apontam os nexos entre a crise estrutural do capital, as proposições fascistas e o desmantelamento da educação. Para alcançar os objetivos propostos, à luz do materialismo histórico e dialético, faz-se imperativo compreender a ascensão do discurso reacionário e autoritário nos últimos anos, o golpe que derrubou a presidenta Dilma Roussef e as ações no âmbito da educação a partir do referido momento. Conclui-se pela urgência da mobilização daqueles que se identificam com os interesses populares para o fortalecimento da educação pública, universal e gratuita, como espaço de trincheira de socialização dos conhecimentos e da mobilização dos trabalhadores.</p> Marco Antonio De Oliveira Gomes Fabrícia de Cassia Grou de Paula Claudia Barbosa Lobo Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-06 2024-05-06 28 57 1 25 10.26694/rles.v28i57.4140 ATENDIMENTO EDUCACIONAL HOSPITALAR E DOMICILIAR: ACESSO À EDUCAÇÃO, SOB A PERSPECTIVA DE DIREITO HUMANO https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/3962 <p>O presente estudo tem o objetivo de evidenciar a importância do atendimento educacional hospitalar e domiciliar para os alunos afastados das atividades escolares que se encontram impedidos de frequentar a escola regular em decorrência de internação por motivos de tratamento de saúde no Brasil sob a perspectiva de direito humano. A educação é direito de todos, está previsto no artigo 6º da Constituição Federal de 1988 como um direito fundamental de natureza social, dever do Estado e da família, promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. O desenvolvimento da pesquisa realizou-se através de uma pesquisa bibliográfica buscando na literatura assuntos, conceitos e definições sobre a temática que tratam sobre o assunto. O atendimento educacional hospitalar e domiciliar é uma modalidade de ensino que corrobora para o acesso à educação, que é um direito inalienável de todo cidadão, e a partir dessa investigação, foi possível constatar a possibilidade, a necessidade e a legitimidade do trabalho docente em espaços escolares e não escolares.</p> Sandra Santos Cerqueira Ediclea Mascarenhas Fernandes Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 22 10.26694/rles.v28i57.3962 APRESENTAÇÃO DOSSIÊ - CRIAÇÕES DE MUNDOS OUTROS POSSÍVEIS: PESQUISAS NARRATIVO-BIOGRÁFICAS E FORMAÇÃO https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/5728 <p>Apresentação do dissiê: <em>Criações de mundos outros possíveis: pesquisas narrativo-biográficas e formação.</em></p> Joelson de Sousa Morais Maria da Conceição Passeggi Elizeu Clementino de Souza Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 7 10.26694/rles.v28i57.5728 ECOBIOGRAFÍA: RENOVAR LAZOS, MODOS DE RELACIÓN CON EL MUNDO EN EL ANTROPOCENO https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/5397 <p>Deliberações sobre o Antropoceno alertam-nos para repensar o nosso modo de vida contemporâneo, que inclui tanto a nossa relação com os outros como com a natureza. Neste texto relatamos uma experiência com estudantes do ensino superior como o começo para imaginar que outras formas de relação com o mundo são possíveis através da construção de ecobiografias. Os alunos não tiveram informações sobre o tema Antropoceno em sua trajetória educacional. Utilizamos estratégias narrativas para responder à pergunta: que mundo queremos deixar para as gerações futuras? Apresentamos informações sobre o surgimento da espécie homo sapiens e a forma como ela conquistou o mundo de uma forma diferente da clássica pergunta: O que é o homem? cujas respostas o separam da natureza. Estabelecemos vínculos entre o mundo vivido com os antecessores, o mundo dos contemporâneos e o mundo possível dos sucessores. Preservar a natureza significa surpreender-nos com a sua beleza, condição para estabelecer novas <em>ressonâncias</em> no mundo, como totalidade abrangente, e estabelecer laços de ordem diversa. Vale a pena passar do <em>Eu penso, logo existo</em> para o <em>Eu sou biomassa</em>, extensão do princípio <em>somos poeira estelar </em>como suporte para renovar formas diversas de se relacionar, de <em>habitar</em> o mundo, entendido como <em>casa</em>, <em>morada</em>.</p> José Antonio Serrano Castañeda Juan Mario Ramos Morales Lorena del Socorro Chavira Álvarez Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 30 10.26694/rles.v28i57.5397 VIRANDO DE PONTA-CABEÇA: BRANQUITUDE, (TRANS)FORMAÇÃO DOCENTE E OUTROS MUNDOS POSSÍVEIS https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/5389 <p style="font-weight: 400;">O presente artigo tem como objetivo explorar as percepções de professoras da Educação Básica em relação à noção de branquitude, visando a discutir o papel da pessoa branca na luta antirracista no contexto escolar, considerando os currículos pensadospraticados. Assumimos como opção politicaeticametodologica a pesquisa narrativa nosdoscom os cotidianos escolares como forma de (re)valorizar os saberes dos sujeitos, como potencial emancipatório e (trans)formador. Em diálogo com os estudos da branquitude (Schucman,2012; Sovik, 2009; Bento, 2022), exploramos o caráter singularsocial (Reis, 2022a) dos saberes tecidos pelas/nas/com as práticas curriculares cotidianas no fluxo constante da transformação docente. Acreditamos que buscar tensionar a noção de branquitude dentrofora da escola é potencializar o caráter emancipatório da educação comprometida com um mundo mais plural, democrático e amoroso.</p> Graça Reis Marcia Reis Erica Teixeira Amanda Silva Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-06 2024-05-06 28 57 1 23 10.26694/rles.v28i57.5389 MODOS NARRATIVOS E MODOS DE EXISTÊNCIA DE SABERES EXPERIENCIAIS https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/5395 <p>No contexto dos dispositivos de Validação das Aquisições da Experiência (VAE), a narrativa constitui-se, para o candidato, como um meio que possui uma finalidade: a escrita e a composição do texto que devem possibilitar a manifestação e a caracterização dos saberes adquiridos por meio da prática, em situação. Essa proposição nos leva a postular um princípio de codependência entre os sistemas narrativos usados nas aplicações da VAE e as formas como o conhecimento experiencial existe do ponto de vista daqueles que ocupam o papel de avaliadores. Essa operação muito específica, que envolve a passagem para a linguagem da experiência e a categorização dos saberes no contexto dos procedimentos de validação, merece ser examinada. O objetivo deste artigo é, portanto, examinar as respectivas contribuições e complementaridades geradas pelos modos de narrativa em primeira e terceira pessoa. O desafio desse exame está em definir as maneiras pelas quais a experiência vivida é expressa e caracterizar as estratégias narrativas a fim de analisar seus efeitos sobre os modos de existência dos saberes experienciais no contexto da validação das aquisições da experiência.</p> Hervé Breton Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 16 10.26694/rles.v28i57.5395 UMA VIAGEM ERRANTE: O DESVIO COMO MÉTODO EM PESQUISAS NARRATIVAS E (AUTO)BIOGRÁFICAS – CONTRIBUIÇÕES DE WALTER BENJAMIN https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/5499 <p>O presente artigo convida à reflexão sobre o desvio como método em pesquisas narrativas e (auto)biográficas, a partir das contribuições de Walter Benjamin, por meio da socialização de lampejos de uma viagem errante, vivida em uma <em>pesquisaformação</em> que tematizou as infâncias, na relação com as memórias, as narrativas e os cotidianos escolares. Em um contexto em que a aceleração desenfreada faz com que as experiências sejam cada vez mais esfiapadas, soterradas e dadas como ruínas, o pensamento benjaminiano potencializa o inusitado dos cotidianos que se fazem presentes na vida, na formação, na pesquisa, na produção de conhecimentos em educação. O entrecruzamento dialógico de narrativas (auto)biográficas de múltiplas infâncias, escritas em mônadas, faz emergir potencialidades da racionalidade estética e das relações entre a memória e narração. O texto convida a um voltar-se para as nossas experiências vividas na pesquisa, sempre de novo, com uma alteridade renovada, assim como as crianças fazem cotidianamente em suas relações, em movimentos que subvertem caminhos antes fixados. Ao mesmo tempo que o desvio como método pode parecer um risco, ao nos perdermos, podemos produzir, juntos, conhecimento e (trans)formações preciosas, instituintes, sem pretensão de intencionalidade pautada na racionalidade instrumental. A imersão no cotidiano escolar da educação infantil na companhia das crianças, de Benjamin e da escrita de mônadas apontou, assim, para reflexões que podem nos inspirar no que tanto desejamos, modos outros de habitar a Terra, a escola, a universidade.</p> Camila Petrucci dos Santos Rosa Adriana Carvalho Koyama Inês Ferreira de Souza Bragança Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 27 10.26694/rles.v28i57.5499 ATELIÊ FORMATIVO: NARRATIVAS DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO EM ESPIRAL https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/5441 <p>Este estudo ancora-se em uma pesquisa-formação, cujo objetivo foi investigar o desenrolar dos processos de formação que se pautam em narrativas produzidas a partir da elaboração de espirais de formação. Para tanto, explora-se inicialmente a noção de formação em perspectiva biográfica; apresenta-se a metáfora da espiral; discutem-se três movimentos, circundação, amplificação e reconstelação, que deram sustentação à elaboração e à análise das narrativas; e, por fim, analisam-se as narrativas e as espirais produzidas no contexto do ateliê. Observou-se que os participantes da pesquisa, ao elaborarem as suas histórias de formação e representá-las por meio de uma espiral, descobriram o quanto foram impactados pelas experiências vividas e que, ao ressignificá-las em parceria com os outros participantes, mostraram estar mais atentos ao lugar que ocupam na profissão e na vida dos outros com quem convivem, sejam eles familiares, amigos ou alunos.</p> Ecleide Cunico Furlanetto Cristiane Nobre Nunes Ivanice Nogueira de Carvalho Gonçalves Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 21 10.26694/rles.v28i57.5441 O POTENCIAL FORMATIVO DA PESQUISA NARRATIVA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DO DOCENTE UNIVERSITÁRIO https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/5394 <p>A reflexão sobre a experiência na formação continuada de docentes ingressantes na educação superior e a pesquisa narrativa constituem o foco prioritário de discussão desta investigação. Face a uma política educacional obscura e omissa, a educação superior sofre com o empresariamento que tem orientado os sistemas educacionais em escala mundial, o qual reverbera na institucionalização de programas formativos destinados aos docentes universitários. Considerando o cenário da institucionalização de ações formativas, questionamos qual o potencial formativo da investigação narrativa na formação continuada de docentes universitários? Desse modo, nosso objetivo foi refletir sobre o papel da pesquisa narrativa na formação continuada do docente universitário, analisando seu potencial formativo em acessar o conhecimento, necessidades e experiências dos docentes envolvidos. Tomando a pesquisa narrativa como fenômeno e método investigativo, aportamos narrativas de docentes universitários provenientes dos cenários brasileiro e espanhol, que evidenciaram, por meio da reflexão sobre suas experiências, a potencialidade da pesquisa narrativa na formação continuada de docentes universitários e nos permitiram concluir ser esta uma possibilidade formativa e emancipatória ímpar e necessária a orientar os programas formativos institucionalizados destinados ao docente universitário.</p> Mauro José de Souza Filomena Maria de Arruda Monteiro José Ignacio Rivas Flores Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-06 2024-05-06 28 57 1 30 10.26694/rles.v28i57.5394 “VI MUITOS ROSTOS PARECIDOS COM O MEU”: OUTROS CAMINHOS PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA NAS PRISÕES https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/5339 <p>A Constituição brasileira ampara nossas aspirações enquanto sociedade fundada no estado democrático de direito, ao tempo em que promove o avanço social com respeito aos direitos fundamentais à dignidade humana. Nesse sentido, os espaços de privação de liberdade deveriam buscar um ideal socializador e humanizador, a partir da garantia de direitos. No entanto, as prisões, ainda, constituem um universo marcado por ausências, ambivalências e contradições de uma sociedade cujo poder político e econômico ignora e exclui as pessoas mantendo-as em situação de vulnerabilidade. Este artigo pretende problematizar o processo de formação continuada realizado com os docentes que atuam no sistema prisional, analisando a formulação de outras pedagogias para outros sujeitos. Para tanto, desenvolveu-se uma pesquisa a partir dos preceitos da pesquisa (auto)biográfica, cujos aspectos subjetivos e o lugar de fala desses atores são de grande relevância, buscando-se as intercessões entre as histórias narradas e contexto social no qual vivem. Como resultado, as docentes entrevistadas permitiram perceber os processos de reconhecimento, identidade, conflito e pedagógicos envolvidos na educação nas prisões e conclui-se pela necessidade de aprofundamento e desenvolvimento de ações que reconheçam a complexidade dos processos educativos dos profissionais que lidam diariamente com a realidade do cárcere.</p> Vanessa Martins Farias Alves-Bomfim Gehysa Lago Garcia Rodrigo Matos-de-Souza Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-06 2024-05-06 28 57 1 30 10.26694/rles.v28i57.5339 A PALAVRA É UM TIRO, NÃO VOLTA ATRÁS : HISTÓRIA DE VIDA E PRIVAÇÃO DE LIBERDADE https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/5498 <p>O texto sistematiza aspectos alienantes e os transformadores presentes na história de vida de um sujeito privado de liberdade.&nbsp; Partimos de um referencial de justiça que é restaurativa e busca afastar a dualidade a respeito do conceito de sujeito bom e sujeito mau.&nbsp; Nesta concepção é necessário escutar, de forma empática, a narrativa do sujeito, ouvir sua história e significados construídos em sua narrativa. O método utilizado para a realização da entrevista narrativa, foi o método autobiográfico, seguindo as suas etapas: elaboração de questões orientadoras, gravação da narrativa e, posteriormente, sua transcrição. A narrativa analisada nos fez pensar nas possibilidades de vida que giram em torno desse sujeito e nas inúmeras reflexões a respeito do que vivenciou em seu percurso de vida durante esse tempo de encarceramento. Além disso, foi possível identificar algumas narrativas que permitiram auxiliá-lo na reparação de danos, em especial, no que se refere aos aspectos que envolvem a família, a amizade e a sociedade.The text systematizes the alienating and transforming aspects present in the life story of a person deprived of their liberty.&nbsp; We start from a framework of restorative justice that seeks to dispel the duality of the concept of the good guy and the bad guy.&nbsp; In this conception, it is necessary to listen empathically to the subject's narrative, to hear their story and the meanings constructed in their narrative. The method used to carry out the narrative interview was the autobiographical method, following its stages: drawing up guiding questions, recording the narrative and then transcribing it. The narrative analyzed made us think about the possibilities of life that revolve around this subject and the countless reflections on what he experienced during his time in prison. In addition, it was possible to identify some narratives that helped him repair the damage, especially with regard to aspects involving family, friendship and society.</p> <p>&nbsp;</p> Elizeu Clementino de Souza Vanessa Girotto Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 29 10.26694/rles.v28i57.5498 IDENTIDADE NARRATIVA DE PROFESSORAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/5501 <p>O presente artigo é fruto de uma pesquisa biográfic0-narrativa, em que seis professoras de uma pré-escola da Educação Infantil da zona urbana da rede pública municipal de uma cidade do interior do Maranhão narram suas experiências pessoais e profissionais e apresentam indícios de identidade narrativa. O objetivo é compreender a identidade narrativa dessas professoras. Usa-se a entrevista narrativa como dispositivo para a produção de dados, e a análise é realizada a partir da proposta de Fritz Schütze. Os dados revelam que as narrativas autobiográficas representam, expressam e constituem o eu; ajudam a encontrar o fio condutor que estabelece as relações necessárias entre o que a professora da Educação Infantil era e o que é hoje. Pode-se dizer que a narrativa estabelece a mediação entre o passado, o presente e o futuro, entre as experiências e o significado que agora vão adquirindo na relação de seus projetos futuros, constituindo a identidade docente. No ato de narrar, toma-se consciência dessa constituição. As professoras, ao se incorporarem ao grupo de docentes dessa etapa da Educação Básica, vão construindo seus pensares e saberes, as maneiras de pensar e falar do grupo, vão constituindo suas identidades profissionais. A identidade narrativa não é só o que uma pessoa faz ou como os outros a veem, mas é a envergadura para construir uma crônica particular da vida, uma história contínua de si.</p> Jónata Ferreira de Moura Adair Mendes Nacarato Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 21 10.26694/rles.v28i57.5501 MEMORIAL ESCOLAR: A ESCOLA COMO LUGAR DE MEMÓRIAS E DE EDUCAÇÃO DA MEMÓRIA https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/5595 <p>O artigo tem por objetivo apresentar uma reflexão sobre o <em>memorial escolar</em>, enquanto dispositivo pedagógico, escrito por crianças do 5º. Ano do Ensino Fundamental. O <em>corpus </em>está constituído por 09 livros de memórias, produzidos e publicados, entre 2017 e 2022, e por 07 entrevistas realizadas com 07 crianças durante o processo de escrita. Apresentamos, primeiramente, a metodologia da pesquisa, em seguida, situamos, brevemente, o memorial escolar numa tradição discursiva do ensino superior no Brasil. No terceiro subitem, consideraremos a escola como lugar de memórias e o memorial como uma escrita de educação da memória e repertoriamos aspectos didáticos que orientam a escrita do memorial escolar. Finalmente, pomos em discussão o que as análises permitem inferir sobre o que representou para as crianças a escrita de um gênero memorialístico em que ecoam suas vozes, incertezas e alegrias, que desejam guardar para a vida. Concluímos sobre a importância da escola como lugar de experiências, de memórias e da escrita de si como processo de subjetivação, de socialização e de educação da memória.</p> Maria da Conceição Passeggi Patrícia Lúcia Galvão da Costa Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 30 10.26694/rles.v28i57.5595 O MÉTODO AUTOBIOGRÁFICO E SUA DIMENSÃO FORMATIVA NA PESQUISA SOBRE ALFABETIZAÇÃO EM CLASSES MULTISSERIADAS https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/5338 <p>A presente pesquisa tem por objeto de estudo: o método autobiográfico como elemento de formação no processo de alfabetização em classes multisseriadas. Parte da seguinte questão-problema: Como se caracterizam suas rotinas na alfabetização de crianças em classe multisseriada na escola do campo? Tem por objetivo: caracterizar as rotinas de alfabetização em classes multisseriadas em escolas do campo. A pesquisa fundamenta-se na concepção de alfabetização em classes multisseriadas como uma modalidade educacional marcada por singularidades inerentes à identidade e à cultura dos povos do campo. Sobre as classes multisseriadas, entende &nbsp;&nbsp;que são contextos que oferecem a primeira etapa do ensino fundamental (1º ao 5º ano), em um &nbsp;espaço único de aprendizagem, para atendimento de alunos que se encontram em diferentes séries ou anos escolares. No que concerne aos aspectos metodológicos, trata-se de um estudo orientado pelos princípios do método autobiográfico, consolidado por meio da pesquisa narrativa, conforme as proposições de Dominicé (1988) e Ferraroti (2010). A produção das narrativas ocorreu por meio de entrevistas narrativas a partir dos pressupostos de Schultze (1992). Participaram da pesquisa, (03) três alfabetizadoras que atuam em uma escola de classes multisseriadas, de uma escola do campo, da &nbsp;rede municipal de ensino da cidade de Caxias/MA (<em>locus</em> da investigação). O método autobiográfico nesse estudo, considera a dimensão do reconhecimento da subjetividade das professoras alfabetizadoras e suas contribuições no processo educacional de crianças residentes no campo ao longo do tempo.</p> Dilmar Rodriges Silva Júnior Franc-Lane Sousa Carvalho do Nascimento Maria Divina Ferreira Lima Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-06 2024-05-06 28 57 1 30 10.26694/rles.v28i57.5338 APORTES TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA TRANSCRIAÇÃO: DA POESIA CONCRETA À PESQUISA BIOGRÁFICA https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/5417 <p>O artigo se interessa pela transcriação, com o objetivo de explorar os desdobramentos possibilitados por essa ferramenta teórica e metodológica no desenvolvimento de uma escrita científica sensível em pesquisa biográfica. Para tanto, apresenta uma breve genealogia do conceito, organizada em três momentos: as origens no campo da literatura, sua ressignificação no campo da história oral e seu alcance atual no contexto da pesquisa biográfica em educação. Tal percurso, que retraça a noção desde suas raízes na poesia brasileira, evidencia os aportes teóricos e metodológicos da transcriação, a serem explorados no campo da pesquisa biográfica em educação, das histórias de vida em formação e da investigação narrativa. Tanto uma prática automedial quanto um procedimento de escrita científica sensível, a transcriação carrega promissoras potencialidades para a compreensão e o favorecimento dos processos de formação auto e heterobiográfica que entram em ação quando os sujeitos narram e escrevem a si mesmos, compartilhando histórias e construindo sentidos a partir de sua experiência de existir no mundo.</p> Carolina Kondratiuk Copyright (c) 2024 Linguagens, Educação e Sociedade 2024-05-03 2024-05-03 28 57 1 19 10.26694/rles.v28i57.5417