Cadernos Arendt https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca <div id="journalDescription"> <p class="m-8839991136174150079gmail-rtejustify" style="text-align: justify;">Os cadernos Arendt visam constituir um espaço de debates em torno das múltiplas questões suscitadas a partir das reflexões arendtianas.</p> <p class="m-8839991136174150079gmail-rtejustify" style="text-align: justify;">Conhecida, sobretudo, por sua filosofia política que gravita em torno dos "tempos sombrios", refletindo acerca da perda do sentido da política, Arendt, uma das pensadoras mais relevantes de nosso tempo, deixou uma obra profícua e profunda, que continua no centro da discussão filosófica-política. Daí, a relevância destes cadernos, um periódico singular no Brasil e na América Latina.</p> <p class="m-8839991136174150079gmail-rtejustify" style="text-align: justify;">Espaço aberto para o confronto de interpretações, os Cadernos Arendt pretendem veicular artigos que se dedicam a explorar as ideias da filósofa, desvendar a trama dos seus conceitos que são tecidos em seus escritos que consagram a influência e a repercussão por ela exercida. Assim, os estudos que serão veiculados nos Cadernos Arendt procurarão comparar o tratamento por ela dado a alguns temas com os de outros autores, trabalhos que se empenham em avaliar enquanto um todo a atualidade do pensamento arendtiano.</p> <p class="m-8839991136174150079gmail-rtejustify" style="text-align: justify;">Gerenciado pelo NUPHA – Núcleo de Pesquisa Hannah Arendt e vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Piauí, os Cadernos Arendt têm como mote difundir ensaios de especialistas brasileiros e internacionais, bem como traduções de manuscritos da autora. </p> <p style="text-align: justify;"> </p> </div> pt-BR fabiopassos@ufpi.edu.br (Fábio Abreu dos Passos) joaobfariasjunior@gmail.com (João Farias) sex, 22 jul 2022 22:40:46 +0000 OJS 3.3.0.5 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Presentación Dossier https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2825 Beatriz Porcel Copyright (c) 2022 Cadernos Arendt https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2825 sex, 22 jul 2022 00:00:00 +0000 Revoluções - Espúrias e Genuínas https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2829 NUPHA UFPI Copyright (c) 2022 Cadernos Arendt https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2829 sex, 22 jul 2022 00:00:00 +0000 Guerra Permanente, Estado de Exceção e Vigilância Cibernética https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2634 <p>O objetivo desse artigo é analisar a reificação do poder associado à violência posta em prática pelo Estado e o capital neoliberal no século XXI. As raízes dessa concepção de política são obviamente muito anteriores e serão debatidas por meio de um diálogo entre Hannah Arendt (em sua célebre distinção entre poder e violência) e Pierre Clastres (no controle do poder pelas sociedades “contra o Estado”). A questão da resistência indígena ao projeto colonial de violência e controle será pensada como um contraponto e antítese a esse exercício de poder na primeira parte do artigo. Na atualidade há três fenômenos e tendências que estão conectados entre si de modo ubíquo e que serão debatidos na segunda parte do artigo por meio de um debate bibliográfico: em primeiro lugar, a difusão de um estado de “guerra permanente” ou <em>warfare state</em>, que se reproduz no exercício da “necropolítica”, das políticas de inimizade e de militarização das sociedades; em segundo lugar, a proliferação de estados de exceção que se tornam regra, nos quais o direito é usado para suprimir o próprio direito, ou <em>lawfare state</em>; em terceiro lugar, a expansão ubíqua da sociedade de controle e securitização da vida social, ou <em>spyfare state,</em> associadas ao “capitalismo de vigilância” e na captura da vida dos indivíduos e suas subjetividades como big data, que se torna a principal mercadoria do início do século XXI.</p> Gustavo Villela Copyright (c) 2022 Cadernos Arendt https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2634 sex, 22 jul 2022 00:00:00 +0000 Alguns aspectos da interpretação de Arendt a Kafka https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2635 <p>Almeja-se apresentar alguns aspectos da leitura arendtiana (Hannah Arendt: 1906-1975) da obra de Kafka (Franz Kafka: 1883-1924), ressaltando a originalidade das abordagens dela quanto ao método interpretativo, à narrativa e à temática kafkiana. Nesse contexto, a ênfase recai na percepção kafkiana, realçadas por Arendt, relativa ao ser humano que tem direitos, os quais são inalienáveis e não podem ser vivenciados como favores ou privilégios.</p> Sônia Maria Schio Copyright (c) 2022 Cadernos Arendt https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2635 sex, 22 jul 2022 00:00:00 +0000 O que são os tempos sombrios de Hannah Arendt? https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2579 <p>O conceito de tempos sombrios percorre o <em>corpus</em> arendtiano como um fio condutor argumentativo indispensável para a compreensão das crises modernas, de um lado, e do fenômeno totalitário, de outro. Reconhecendo-os como as situações-limite denunciadas por Hannah Arendt, o objetivo do presente artigo é empreender a análise conceitual dos tempos sombrios destacados pela autora. Para fazê-lo, duas etapas serão essenciais. A primeira consistirá na definição do conceito, identificando porque ele nem é uma prerrogativa da modernidade, nem tampouco desapareceu após a queda dos regimes totalitários. A seguir, será importante apontar porque a ruptura que caracteriza os tempos sombrios pode ser considerada como a diluição da ideia de imortalidade que, ao ser essencial para a política, indica o seu declínio. Percorridas essas etapas, acreditamos que será possível tanto compreender o processo de diluição da esfera pública como apontar a possibilidade de iluminar estes períodos, promessa contida na gênese do conceito e da própria política.</p> Lara Rocha, Judikael Castelo Branco Copyright (c) 2022 Cadernos Arendt https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2579 sex, 22 jul 2022 00:00:00 +0000 Arendt: Da filosofia da existência à crítica da filosofia política https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2592 <p>A biografia intelectual e pessoal de Hannah Arendt – indissociável a uma da outra – está marcada por duas datas. A primeira é 1924, quando entrou na Universidade de Marburg para estudar filosofia com Martin Heidegger. A segunda é exata, 27 de fevereiro de 1933, quando ao incêndio do Reichstag em Berlim se seguiram as prisões preventivas e ilegais nessa mesma noite. A própria Arendt foi arrestada e privada de sua liberdade durante um curto período de tempo. Convencida de que a partir desse momento não se podia olhar para outro lado, focou seus esforços na política e tornou-se uma de suas maiores teóricas. Tentamos realizar uma exposição sumária dos fundamentos filosóficos que informam o percurso da obra arendtiana, e dos quais em parte se separa, confluindo com a crítica da filosofia como tutora da política a partir dos diálogos de Platão. Mesmo recusando o nome de filósofa, Arendt nunca abandonou a filosofia como referencial teórico e é evidente que seu livro póstumo, <em>A vida do espírito</em>, não pode ser chamado de outra forma que de obra filosófica.</p> Alfons C. S. Bosch Copyright (c) 2022 Cadernos Arendt https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2592 sex, 22 jul 2022 00:00:00 +0000 Los límites de la libertad: esbozo de una teoría arendtiana de las instituciones políticas https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2827 <p>Hannah Arendt elaboró una teoría de lo político a partir de la acción. La originalidad de su<br>acercamiento al tema, implicó, sin embargo, que las dimensiones institucionales de la política no fueran<br>atendidas de manera sistémica en su obra. En este artículo se propone que, a partir de su concepción de<br>la acción y el juicio, es posible esbozar un concepto de las instituciones políticas, en el que las<br>dimensiones de control, orden y definición de relaciones instrumentales no sean las centrales, sino, más<br>bien, estén supeditadas a las de la conservación y el cultivo de la acción política como un nuevo inicio y<br>como acción en concierto. Las dimensiones comunicativas e instrumentales de las instituciones políticas<br>asumen, en conjunto, la función de procesar e implementar decisiones colectivamente vinculantes.</p> Marco Estrada Saavedra Copyright (c) 2022 Cadernos Arendt https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2827 sex, 22 jul 2022 00:00:00 +0000 ¿Hannah Arendt “casi argentina”? dos lecturas “casi arendtianas” en la pos-dictadura de 1976-1983 https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2828 <p>El presente trabajo se propone explorar la mirada de dos intelectuales argentinos, Horacio Gonzáles y<br>Héctor Schmucler, sobre la obra de Hannah Arendt, en especial su lectura de Eichmann en Jerusalén,<br>durante la década de los años noventa del S XX. Tales lecturas indican un clivaje en la discusión<br>argentina sobre el pasado dictatorial entre 1976-1983, que busca una respuesta en términos de<br>comprensión a los intentos de dar por concluido el ciclo de justicia penal abierto con el llamado “Juicio a<br>las Juntas” bajo el primer gobierno democrático tras la dictadura, en 1985. Primero con las Leyes de<br>Punto de Final (1986) y Obediencia debida (1987), luego con los decretos de Indulto del Saúl Menem<br>(1989 y 1990), los años noventa abren un “período de impunidad” en el que la obra arendtiana cobra<br>especial importancia. Para los autores que analizamos permite, a la vez, señalar los peligros de la<br>impunidad y la necesidad de juzgar, así como enmarcar esta necesidad en un debate más amplio sobre<br>los modos de pensar y enfrentar el mal dictatorial, su alcance y sentidos para la “condición humana”<br>como tal. Este enfoque los distingue de otros lectores de Arendt que, en la misma década, plantean el<br>“fracaso” de la vía penal de 1985, para consolidar la “democratización de la sociedad argentina<br>postdictatorial. Para Gonzáles y Schmucler, por el contrario, la pensadora judío alemana ofrece el<br>camino para ir más allá de ciertas posturas de la sociología política de la transición democrática,<br>poniendo el acento en el horizonte de humanidad ligado a la conciencia moral y política, así como en la<br>necesidad de su afirmación ante el mal. No obstante, difieren en el modo en que conciben esa<br>conciencia moral y política: una, la de Schmucler, supone su apertura a una esfera ética absoluta de la<br>memoria y de la responsabilidad individual; la otra, la de Gonzáles, supone pensar sus desgarros, su no<br>resolución y sus tensiones en el horizonte de la propia historicidad y la herencia “sin testamento” de la<br>emancipación de la humanidad.</p> Paula L. Hunziker Copyright (c) 2022 Cadernos Arendt https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2828 sex, 22 jul 2022 00:00:00 +0000 Arendt, el terror y la dictadura cívico-militar chilena https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2830 <p>Desde la recuperación de la democracia, la sociedad chilena ha caminado lentamente hacia la<br>comprensión del quiebre cultural que significó la dictadura cívico-militar, sus violaciones sistemáticas a<br>los derechos humanos y el enorme cambio cultural que impuso a la sociedad chilena sangre y fuego. En<br>este lento camino de comprensión, algunas ideas y perspectivas del pensamiento de H. Arendt han sido<br>y siguen siendo un aporte para entender la violencia de Estado vivida de manera sistemática durante los<br>diecisiete años de dictadura, sus alcances, secuelas, y heridas aún abiertas. En lo que sigue me gustaría<br>dar cuenta de algunos campos específicos en los que el diálogo con el pensamiento de Arendt es<br>pertinente para comprender tamaño de la catástrofe vivida a partir del golpe militar de 1973. Al mismo<br>tiempo, estas reflexiones se pueden convertir en un marco de discusión más amplio en relación con las<br>dictaduras de Cono Sur, que tuvieron en común no sólo estrategias de represión, colaboración, e<br>influjos ideológicos, sino probablemente la fisionomía de una violencia común. Hay cuatro campos<br>específicos para este análisis de la dictadura chilena entendida como sistema terror: Es un sistema<br>basado en el (1) control total de la sociedad, en todos sus flancos y todos sus niveles. (2) Bajo el poder<br>casi ilimitado de la policía secreta, como su principal órgano operativo que ejerce este control total. Un<br>punto relevante en este control total, es la instauración de (3) la prisión masiva, y de campos<br>concentración que se constituyen en instituciones centrales del terror. Al mismo tiempo, hay un apoyo<br>en una (4) ideología que fundamenta la represión e incluso el exterminio, teniendo su base en la<br>exclusión.</p> María Teresa Muñoz Sánchez Copyright (c) 2022 Cadernos Arendt https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2830 sex, 22 jul 2022 00:00:00 +0000 Una lectura feminista de la teoría del juicio arendtiana. Notas para pensar los feminismos en américa latina https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2826 <p>El objetivo general de este artículo es defender que Hannah Arendt nos ofrece un camino fructífero<br />para pensar la acción política y la capacidad de juicio como herramientas para la superación del sistema<br />patriarcal. A pesar de las tensiones existentes entre ciertos conceptos arendtianos y planteamientos<br />feministas, la autora defiende que la apropiación que Arendt hizo de los juicios estéticos, pensados<br />kantianamente para trasladarla a los juicios políticos es una herramienta de interpretación y de acción de<br />indudable utilidad para los feminismos contemporáneos en América Latina.</p> María Teresa Muñoz Sánchez Copyright (c) 2022 Cadernos Arendt https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2826 sex, 22 jul 2022 00:00:00 +0000 La política y sus escenas en la argentina del siglo XXI https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2729 <p>A começos desse século XXI, um vigoroso movimiento popular fazia cair, na Argentina, um governo elegido pouco mais de dois anos antes e abría, ao mesmo tempo, um novo ciclo na história do país e um novo conjunto de desafíos para o pensamento teórico sobre a política. Diante de uma discussão que opôs aqueles que qualificaram esse movimento como “político” por sua capacidade de impactar nas instituições governamentais do Estado e aqueles que o descreveram como “antipolítico” porque identificavam a política com aquelas mesmas instituições que essa manifestação veio a movimentar, este trabalho opta por enfatizar que aquele foi, sim, um evento <em>político</em>, mas que a sua dimensão política foi a forma como permitiu o surgimento de um sujeito ou de um grupo de sujeitos que, por meio da sua ação e da sua palavra, ampliou o espaço da discussão coletiva sobre o destino do país. E sugere que o caminho para ser fieis ao que esse impulso teve de mais inovador é perseverar hoje, em condições históricas muito diferentes das de vinte anos atrás, na necessidade de sustentar o espaço público democrático como um espaço aberto à possibilidade de permanente aparição e expressão das mais diversas vozes que venham a enriquecer a necessária discussão sobre o futuro do país que os cidadãos argentinos têm pela frent</p> Camila Cuello, Eduardo Rinsei Copyright (c) 2022 Cadernos Arendt https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2729 sex, 22 jul 2022 00:00:00 +0000 Hannah Arendt, nuevas sendas para la política de María Teresa Muñoz Sánchez https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2831 <p>Pensar la política es adentrarnos a un mundo de conceptos rígidos, incoherentes y<br>comúnmente egoístas, contrario a aquello que la hizo ser: idea de bienestar, comunidad y respeto de<br>la alteridad. En ambas concepciones nos encontramos con la noción del hombre, un ser que, de<br>acuerdo a la primera consideración, debe ser gobernado por la ley del Estado, además de juzgado<br>por las instituciones que lo integran. La segunda consideración nos resulta hasta cierto punto<br>ininteligible debido a nuestra habitual existencia, pues parecería que lo cotidiano-negativo del<br>gobierno de la sociedad se ha vuelto ya una normalidad. En este sentido, la investigadora y doctora<br>en filosofía, Mayte Muñoz Sánchez, nos invita a reconsiderar las estructuras normativas que regulan<br>nuestra realidad, ya que el ejercicio reflexivo del pensamiento al que apuesta, ofrece una nueva<br>manera de concebir la tarea política que nos permitirá recuperar la libertad, esencial para nuestra<br>formación humana. Es así como la propuesta que sustenta en el libro Hannah Arendt.</p> Alejandra Cecilia Montero González Copyright (c) 2022 Cadernos Arendt https://periodicos.ufpi.br/index.php/ca/article/view/2831 sex, 22 jul 2022 00:00:00 +0000