Revista da Academia de Ciências do Piauí https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi <p>A Revista da Academia de Ciências do Piauí é uma publicação on-line, aberta e gratuita, de periodicidade semestral, da ACADEMIA DE CIÊNCIAS DO PIAUÍ -ACIPI, criada como um projeto de divulgação da pesquisa, extensão e inovação realizadas por seus acadêmicos e comunidade científica em geral, com finalidade de promover o debate e a reflexão em torno de questões teóricas e práticas. Ao articular e divulgar a produção científica dos diversos campos das ciências, através da publicação de artigos, ensaios, resenhas, entrevistas, traduções e apoio a eventos, objetiva promover o diálogos com pesquisadores de outras instituições nacionais e estrangeiras, fortalecendo o conhecimento científico produzido no Estado. A responsabilidade administrativa da revista pertence Academia de Ciências do Estado, através dos seus gestores, e a acadêmico-cientifica do seu corpo técnico.</p> ACIPI pt-BR Revista da Academia de Ciências do Piauí 2675-9748 SUMÁRIO https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1740 <p>...</p> RACIPI Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 EDITORIAL - GEODIVERSIDADE PIAUIENSE https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1739 <p>Esta edição da Revista da Academia de Ciências do Piauí nos apresenta a rica geodiversidade piauiense. Os processos naturais, geológicos e geomorfológicos foram (e são) responsáveis pela variedade de ambientes e formação das paisagens observadas nas chapadas, planícies, serras, litoral, na semiaridez do embasamento cristalino e seus maciços residuais, nas unidades de conservação natural, sítios paleontológicos, solos,<br>aquíferos, rochas e minerais. Nossa geodiversidade propiciou o desenvolvimento da vida no território piauiense, destacando os valores intrínsecos culturais, estéticos, econômicos, científicos, turísticos e educativos de nosso povo.</p> RACIPI Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 ENTREVISTA -IRACILDE Maria de Moura Fé Lima https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1741 <p>A entrevistada, Iracilde Maria de Moura Fé Lima, é graduada em Geografia pela Universidade Federal do Ceará, é mestre em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Doutora em Geografia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Membro perpétuo da Academia de Ciências do Piauí, ela coordena projetos de pesquisa e de extensão em análise ambiental e em educação.</p> RACIPI Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 ABORDAGEM SOBRE OS CONCEITOS DE GEODIVERSIDADE, GEOCONSERVAÇÃO E GEOPATRIMÔNIO https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1522 <p>A Geodiversidade surge logo nos anos iniciais da década de 1990, repercutindo em conferências científicas e ganhando espaço no âmbito acadêmico. Apesar de se tratar de um termo ainda jovem, a geodiversidade ao longo do tempo foi se consolidando e ganhando diversas conceituações que, resumidamente, fluem para diversidade de elementos abióticos que constituem determinada área. Outrossim a temática integrou outros termos, como geoconservação, geossítio e geopatrimônio, que juntos à geodiversidade têm sido cada vez mais empregados nos estudos da Geografia e, principalmente, das Geociências. A preocupação em conhecer minuciosamente o território, seus elementos físicos, agregar valores, utilizá-los e propor medidas de conservação tem contribuído com a difusão da geodiversidade para além do seu berço de origem. Este artigo tem como objetivo ensejar a conceituação dos termos que englobam a geodiversidade e relacioná-los de acordo com a revisão bibliográfica. A metodologia adotada para a elaboração do trabalho consistiu na revisão bibliográfica pertinente ao tema através de trabalhos científicos publicados. Compreende-se que a Terra é o grande sustentáculo para que os milhares de organismos consigam viver e, devido a isto é necessário que haja uma maior atenção e promoção da geodiversidade para que a geoconservação possa acontecer.</p> EMERSON ALVES DE CARVALHO Cláudia Maria Sabóia de Aquino Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 ELEMENTOS DA GEODIVERSIDADE PARA A GEOCONSERVAÇÃO DO LITORAL DO PIAUÍ https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1022 <p>Os elementos abióticos da natureza nos aspectos geológicos, geomorfológicos, hidrológicos e suas inter-relações constituem a geodiversidade, cuja exploração humana suscitou o desenvolvimento da Geoconservação, com o intuito de promover sua valorização e consequente conservação. Entretanto, para que a Geoconservação se concretize, a identificação e caracterização da geodiversidade do lugar é o ponto de partida. Este trabalho tem como objetivo apresentar os elementos da geodiversidade do litoral piauiense e suas características, considerando o processo de geoconservação, tendo sido desenvolvido por meio da pesquisa bibliográfica, a partir dos estudos de Baptista (2010), Pfaltzgraff, Torres e Brandão (2010), Silva e Baptista (2014), Silva, Baptista e Moura (2014, 2015), Baptista, Moura e Silva (2016), Lopes (2017), Silva, Baptista e Lima (2018), Silva (2019), Baptista, Moura e Silva (2019), Silva, Lima e Baptista (2020) e Baptista e Lima (2020). Assim, a geodiversidade litorânea piauiense está composta de feições como formações e afloramentos rochosos, praias, planícies, campos de dunas, delta, estuário, rios, riachos e lagoas, dentre outras, que se constituem em atributos geodiversos com potencial geoturístico e geoeducativo, e, em face de intensa e expressiva ocupação e exploração deste ambiente e espaço, encontra-se apropriado para o desenvolvimento da Geoconservação como atestam as pesquisas analisadas.</p> Brenda Silva Elisabeth Baptista Liége Moura Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 VALOR TURÍSTICO DOS GEOMORFOSSÍTIOS DO MUNICÍPIO DE CASTELO DO PIAUÍ, PIAUÍ, BRASIL https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1524 <p>O objetivo da pesquisa foi apontar os geomorfossítios inventariados preliminarmente em Lima (2019) e avaliar o valor turístico dos mesmos com base em Pereira (2010). Dos dez geomorfossítios inventariados, 7 apresentaram baixos valor turístico, resultado da ausência de qualquer tipo de estrutura, aliada ádificuldade de acesso aos mesmos e ainda a incipiente taxa de visitação. Apenas 3 geomorfossítios apresentaram valor turístico entre 1,2 e 2,6, considerados no estudo como de alto valor turístico, tendo sido eles: i) mini cânion do buritizinho com valor médio 1,2; ii) Pico dos André com valor médio de 1,6 e iii) pedra do Castelo com valor médio de 2,6. O aspecto estético, a infraestrutura, a existência de utilização em curso, aliado a presença de mecanismos de controle de visitantes justificam o alto valor turístico do geomorfossítio Pedra do Castelo. Considerando o potencial dos geomorfossítios para a prática turística, recomenda-se o fomento ao turismo que pode ser uma importante alternativa de desenvolvimento local.</p> CLAUDIA MARIA SABÓIA DE AQUINO RENÊ PEDRO DE AQUINO JHONY GONÇALVES DE LIMA HELENA VANESSA MARIA DA SILVA Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 GEODIVERSIDADE E GEOTURISMO NO MUNICÍPIO DE CASTELO DO PIAUÍ: POTENCIALIDADES DE QUEDAS D’ÁGUA DO MÉDIO CURSO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO POTI, PIAUÍ https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1005 <p>As quedas d´água são elementos fluviais da geodiversidade que podem ter valor patrimonial. Esses locais ao serem reconhecidos pela diversidade, beleza e excepcionalidades devem ser valorizados e ir ao encontro dos objetivos da prática do geoturismo, uma estratégia de geoconservação centrada no usufruto sustentável do geopatrimônio. Dessa forma, o estudo objetivou realizar inventário do potencial geoturístico de quedas d’água em trecho do médio curso da Bacia Hidrográfica do rio Poti, situado no Nordeste do Estado do Piauí. A metodologia baseou-se em revisão bibliográfica pertinente ao tema, visitas de campo e trabalhos de gabinete. A pesquisa foi apoiada na ficha inventário adaptada de Oliveira (2015). Conclui-se que o uso dessas quedas d’água pelo geoturismo, além do lazer, pode proporcionar ao turista um entendimento de parte da história geológica e geomorfológica da região, e ainda da atuação de agentes erosivos no processo de esculturação da paisagem. Ressalta-se a necessidade de proceder ao planejamento e criar políticas públicas que regulamentem a atividade. Só assim será possível caminhar na direção de um turismo sustentável e atingir um dos propósitos principais do geoturismo que é a geoconservação.</p> HELENA VANESSA MARIA DA SILVA CLAUDIA MARIA SABÓIA DE AQUINO Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 CÂNION DO RIO POTI https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1706 <p>O limite estadual Piauí-Ceará é marcado por serras e cortado por falha geológica moldando paisagens cênicas impressionantes em área do bioma Caatinga. O rio Poti, capturado por falhas, gera formas geológicas exuberantes, expondo e esculpindo rochas do Grupo Canindé, Formação Cabeças predominantemente, e das formações Tianguá e Ipu do Grupo Serra Grande. Com nascente nas serras cearenses, adentra o Piauí segundo falha geológica que muda seu curso na altura do município de Buriti dos Montes. Com extensão de 538 km foi utilizado como corredor migratório entre as planícies do Piauí e Maranhão e o semi-árido&nbsp;do Ceará, Pernambuco e Bahia comprovado pelas gravuras rupestres por picoteamento em rochas do seu leito, constituindo um dos mais importantes complexos de gravuras rupestres das Américas. O cânion nasce na Serra dos Cariris, município de Quiterianópolis-CE,&nbsp; corta o <em>front</em> da Serra da Ibiapaba e desagua no rio Parnaíba, em Teresina. Litologias sedimentares mais resistentes condicionaram o aprofundamento do seu talvegue, gerando um cânion com 360 m de altura na área de contato entre o cristalino e rochas sedimentares e 60 m nestas ultimas. O forte controle estrutural da drenagem e do cânion reflete a influência dos lineamentos Transbrasiliano e Picos-Santa Inês.</p> José Sidiney Barros Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 A GÊNESE HIDROTERMAL DA OPALA NO ESTADO DO PIAUÍ https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1664 <p>Existem dois conjuntos de teorias que propõem origens distintas para as opalas de Pedro II. Um grupo propõe origem similar às opalas australianas, resultantes de variações climáticas sob condições ambientais em clima árido. &nbsp;Este trabalho demonstra a gênese hidrotermal para estas opalas piauienses, que tem seu contexto geológico marcado pela associação rochas sedimentares, arenitos e rochas ígneas intrusivas, o diabásio. Tudo começa com a fragmentação do supercontinente Pangeia, formação do Oceano Atlântico e uma reativação do Lineamento Transbrasiliano cruzando a Bacia Sedimentar do Parnaiba, ocorrendo um magmatismo formador de soleiras alojadas abaixo dos arenitos. Este magma aqueceu a água contida nos poros do arenito, desenvolvendo células de convecção de fluidos, solubilizando a sílica dos grãos quartzosos dos arenitos e da camada externa da rocha ígnea, liberando muita sílica para formar as opalas. Com a diminuição da temperatura, a solução saturada em sílica torna-se uma solução gel supersaturada, precipitando opala nas fraturas, acima da camada de argila existente no contato entre as rochas sedimentares e o diabásio, e entre a fácies alterada e o diabásio não alterado. O conjunto de evidências geológicas, mineralógicas e geoquímicas encontradas associadas às opalas, são indicativos de que estas se originaram neste ambiente hidrotermal.</p> Érico Rodrigues Gomes Marcondes Lima da Costa Gisele Tavares Marques Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 AS VARIEDADES DE QUARTZO DE BATALHA (PIAUÍ) E SUA ASSOCIAÇÃO COM AS MINERALIZAÇÕES DE SIO2 (CALCEDÔNIAS E OPALAS) NA BACIA DO PARNAÍBA, BRASIL https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1660 <p>Várias formações geológicas da Bacia do Parnaíba abrigam diversas ocorrências e depósitos de minerais de sílica (SiO<sub>2</sub>), em especial quartzo, calcedônia e opalas. Essas ocorrências e depósitos são encontradas principalmente no município de Pedro II, estado do Piauí. Posteriormente foram encontradas no município de Batalha, ao norte desse estado, novas ocorrências de quartzo, nas variedades hialino, morion, esfumaçado, leitoso e citrino, além de ametistas. Com o intuito de entender melhor as ocorrências de quartzo na região, alguns habitantes nos procuraram para estudar essas ocorrências visando um possível aproveitamento. Os trabalhos envolveram uma etapa de campo com mapeamento e coleta de amostras, seguido da descrição, imageamento e lapidação dos cristais de quartzo visando seu beneficiamento. Os dados de campo mostram que as ocorrências de quartzo estão intimamente relacionadas com uma zona de alteração hidrotermal desenvolvida no contato entre arenitos e diabásio. Os cristais de quartzo ocorrem como agregados drúsicos preenchendo fratura no arenito próximo e/ou como cristais isolados em uma brecha hematítica. A associação geológica e mineralógica dos cristais e das rochas estudadas é relativamente simples e semelhante às ocorrências e depósitos de Pedro II e Buriti dos Montes, ambos situados na borda leste da bacia do Parnaíba.</p> Alan Felipe dos Santos Queiroz Marcondes Lima da Costa Érico Rodrigues Gomes Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 AS OPALAS DE PEDRO II E BURITI DOS MONTES, PIAUÍ https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1658 <p>A opala, palavra originada na língua sagrada dos hindus, do termo <em>upala, </em>significa pedra preciosa. Esta gema tem encantado pessoas através da história pela variedade de lampejos coloridos, inigualáveis no reino mineral. Este artigo tem como objetivo apresentar as opalas encontradas nos municípios de Pedro II e Buriti dos Montes, Piauí, Brasil, as quais produzem opalas de qualidade desde a década de 1940. Em função de suas gêneses hidrotermais, possuem características gemológicas únicas. Em Pedro II são encontradas <em>light opal</em> (a mais frequente), opala <em>boulder</em>, <em>boulder</em> matriz, opala negra (rara) e as opalas compostas (dublets e triplets) exibindo os padrões de jogo de cores <em>pinfire</em> (capotinha), <em>block, flagstone, jigsaw, flash fire, broad flash</em> (fogão), <em>tiger, ribbon, arlequim</em>, <em>arlequim</em> flag <em>e rolling flash.</em> Em Buriti dos Montes ocorre a opala laranja (opala de fogo ou <em>jelly</em>), exibindo os matizes de cores amarelo-claro água, amarelo-claro, amarelo, amarelo-laranja, laranja, laranja-avermelhado, vermelho, vermelho-escuro e vermelho-amarronzado; também foram encontradas opalas na cor azul-claro e branca. É necessário que ocorram mais pesquisas para serem conhecidas as potencialidades e características gemológicas das opalas encontradas em diversos municípios piauienses.</p> Érico Rodrigues Gomes Marcondes Lima da Costa Gisele Tavares Marques Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 EVIDÊNCIAS DE ANTIGAS GLACIAÇÕES NO SERTÃO NORDESTINO https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1715 <p>O sertão nordestino quente atual já foi um cenário gelado no passado geológico da Terra quando fazia parte de um gigantesco continente que estava próximo ao polo sul. Como o gelo do passado não se preserva no registro geológico, sobra apenas os sedimentos compostos de grãos de cascalho, areia e argila que esse gelo transportava. Esses sedimentos ao virarem rocha durante o soterramento representam as evidências da passagem de geleiras pela atual região do sertão a milhões de anos atrás. Pelo menos duas glaciações estão documentadas nas rochas do sertão ocorridas em 440-430 milhões de anos e 360-425 milhões de anos, respectivamente, os períodos Siluriano e Devoniano. As evidências dessas glaciações estão em depósitos rochosos da Bacia do Parnaíba, representados por conglomerado com matriz argilosa rico em clastos de diferentes tipos de rochas, sem estrutura, estratificados ou deformados denominados de diamictitos. Após o avanço das geleiras que depositaram os diamictitos, ocorreu a fase de degelo marcada pelos folhelhos marinhos, ricos em matéria orgânica, sendo que alguns deles contém detritos advindos do derretimento de <em>icebergs</em>. Esses intervalos glaciais são geralmente intercalados por depósitos fluvio-deltaicos desenvolvidos durante fase interglacial e servem como importante marcos estratigráficos para a correlação global desta parte do nordeste.</p> Afonso César Rodrigues Nogueira Ana Maria Góes José Bandeira Ivan Alfredo Romero Barrera Renato Sol Paiva de Medeiros Renan Fernandes dos Santos Pedro A. Silva Joelson Lima Soares Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 GLACIAÇÃO NO PIAUÍ https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1651 <p>O presente artigo trata-se de uma pequisa bibliográfica cujo objetivo é mostrar a importância científica do geosítio Pavimento de Estrias Glaciais, situado em Calembre, Brejo do Piauí, abordando três aspectos principais: incialmente a caracterização da área, em seguida uma breve explanação sobre a relevância cientifica do afloramento de estrias glaciais e um levantamento dos principais desafios para a preservação desse patrimônio. Por fim há uma reflexão acerca das ações que vem ser consideradas para garantir a proteção desse geosítio.</p> Liliane Alcântara Araújo Érico Rodrigues Gomes Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 ZIRCÃO, O GUARDIÃO DO TEMPO https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1707 <p>O método de datação geocronológica U-Pb em zircão detrítico é uma técnica para reconstrução de ambientes sedimentares do passado. Datações utilizando o método LA-ICP-MS em zircão são amplamente utilizadas em estudos de proveniência sedimentar devido à sua utilização como traçador de áreas-fontes e misturas entre sistemas sedimentares. Neste artigo, revisamos o mineral zircão e seu potencial como geocronômetro, a preparação e análise de zircão com o método U-Pb e as técnicas de estatística e de visualização de dados geocronológicos. Além disso, trazemos exemplo esquemático da aplicação das assinaturas geocronológicas em zircão detrítico em ambientes sedimentares atuais, no registro geológico, e na Bacia do Parnaíba. No contexto do Projeto Biocronorte, estudos de proveniência que envolvem datações U-Pb em zircão detrítico, darão suporte a reconstruções paleogeográficas e correlações com áreas vizinhas. Este tipo de informação é chave para o entendimento dos processos geológicos que afetam a superfície da Terra ao longo de milhões de anos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p> Nicole Lopes Padilha Gabriel Bertolini Juliana Charão Marques Ana Maria Góes Afonso César Rodrigues Nogueira Renato Sol Paiva de Medeiros Luiz Saturnino de Andrade Argel de Assis Nunes Sodré Denise Moreira Canarim Paulo A. Souza Ana Karina Scomazzon Edvaldo José Oliveira João Miguel Maraschin Santos Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 EXPEDIÇÃO BIOCRONORTE À BACIA DO PARNAÍBA: DECIFRANDO A VIDA ANTIGA E O REGISTRO HISTÓRICO DO PLANETA TERRA https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1615 <p>A Bacia do Parnaíba documenta sucessões de rochas sedimentares e ocorrências de fósseis que permitem reconstituir os ecossistemas do passado, ampliando o conhecimento sobre sua evolução geológica e potencialidade em termos de exploração de recursos minerais. Neste artigo são apresentadas as principais motivações, etapas e resultados da Expedição BIOCRONORTE à Bacia do Parnaíba, realizada em outubro de 2021, a qual é vinculada a um projeto interinstitucional envolvendo o setor produtivo e universidades públicas do país e do exterior. Afloramentos de determinadas unidades litoestratigráficas da bacia, de idades diversas (entre aproximadamente 346 e 145 milhões de anos atrás), foram visitados nos arredores de José de Freitas e Floriano (Piauí), e Balsas e Riachão (Maranhão). Os métodos empregados incluem análises sobre sedimentologia e estratigrafia, construção de perfis estratigráficos, amostragem para análise de microfósseis (palinomorfos, conodontes e foraminíferos), da proveniência sedimentar e para datação absoluta por Re-Os. Dados preliminares sugerem mudanças nas concepções das idades de algumas unidades estratigráficas, bem como sobre o modelo de evolução geológica da região. Além de apoiar trabalhos acadêmicos, os relatórios e as publicações advindas ampliam o banco de dados geocientífico da bacia, com aplicação no setor produtivo para fins de exploração de recursos minerais e energéticos.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Bacia do Parnaíba. Estratigrafia. Geocronologia. Micropaleontologia.</p> Paulo A. Souza Ana Karina Scomazzon Afonso C´ésar Rodrigues Nogueira Ana Maria Goes Argel de Assis Nunes Sodré Cristina Moreira Félix Daiana R. Boardman Edvaldo José Oliveira Gelson Luís Fambrini Juliana Charão Marques Luiz Saturnino de Andrade Márcia Em´ília Longhim Renato Sol Paiva de Medeiros Sara Nascimento Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 OS FÓSSEIS ALÉM DA PALEONTOLOGIA – UMA QUESTÃO JURÍDICA https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1745 <p>Os fósseis brasileiros são conhecidos mundialmente, principalmente os da Bacia Sedimentar do Araripe. A Constituição Federal de 1988 considera os fósseis como patrimônio cultural, mas a ausência de legislação específica dificulta sua proteção. Os fósseis como bens<br>culturais merecem ser protegidos e salvaguardados em coleções científicas de instituições públicas de pesquisa, como universidades e museus; eles merecem um lugar de destaque e devem ser acessíveis à sociedade. Este trabalho apresenta uma discussão sobre o amparo jurídico que o<br>patrimônio paleontológico tem no Brasil. E mostra a necessidade de criar dispositivos legais que garantam sua custódia, combatam o tráfico e expressem punições e sanções para quem dilapidar o patrimônio paleontológico.</p> Paulo Victor de Oliveira Maria Somália Sales Viana Yana de Moura Gonçalves Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 O SERTÃO JÁ FOI MAR https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1023 <p>Um grande evento transgressivo-regressivo, durante o Carbonífero, foi o responsável pela deposição dos carbonatos marinhos Pensilvanianos no oeste do antigo continente Gondwana. No norte da atual América do Sul, as bacias sedimentares amazônicas registram as evidências do mar intracontinental, denominado Itaituba-Piauí, que à oeste se conectava com o extinto oceano Pantalassa. Este evento identificado nas rochas da porção nordeste da Bacia intracratônica do Parnaíba, representado por carbonatos fossilíferos do Membro Superior da Formação Piauí. Tais rochas, amplamente conhecidas como “Calcário Mocambo”, são encontradas nas proximidades de José de Freitas-PI, apresentando registro único do Mar Itaituba-Piauí na Bacia do Parnaíba. Utilizando a técnica estratigráfica de análise de fácies foi identificada a associação de fácies ou antigo ambiente sedimentar, com depósito de mar raso, que consiste em uma sucessão de rochas carbonáticas peloidais, fossilíferas, lateralmente contínua por centenas de metros, intercalada com folhelho betuminoso. A ocorrência de fósseis de conodontes dos gêneros <em>Neognathodus</em> e <em>Diplognathodus</em> auxiliam na determinação da idade bashkiriana, mais de 300 milhões de anos atrás, desses depósitos marinhos. A extensa circulação desse mar sobre o oeste do Gondwana, favoreceu a deposição de sequencias marinhas correlatas em diversas bacias pré-andinas e do norte e nordeste brasileiro.</p> Renato Sol Paiva de Medeiros Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 OCORRÊNCIA DE CONODONTES E FORAMINÍFEROS BENTÔNICOS NO BASHKIRIANO DA FORMAÇÃO PIAUÍ, GRUPO BALSAS, BACIA DO PARNAÍBA https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1563 <p>Conodontes são vertebrados marinhos primitivos utilizados mundialmente para o refinamento e correlação de idade das sequências sedimentares ao longo do Paleozoico e Triássico. Foraminíferos são protistas abundantes nas rochas sedimentares que fornecem importantes informações na reconstrução de ambientes sedimentares (paleoecologia) e para a datação relativa de estratos (bioestratigrafia). Dentre as bacias intracratônicas (localizadas no interior dos continentes) brasileiras que apresentam o registro do desenvolvimento de mares epicontinentais paleozoicos no Gondwana Ocidental, a Bacia do Parnaíba apresenta evidências desta invasão marinha nas sequências carbonáticas do Membro Superior da Formação Piauí, em particular na sequência fossilífera do Carbonato Mocambo. O estudo do conteúdo paleontológico nas rochas carbonáticas dessa sucessão auxiliam a reconstruir como era o cenário paleoecológico e paleoambiental da sequência, além de possibilitar o refinamento bioestratigráfico, utilizando fósseis guias como os conodontes e foraminíferos.&nbsp; Neste trabalho é abordada a importância destes dois grupos de fósseis marinhos como ferramenta geológica na bioestratigrafia e paleoecologia e suas ocorrências na Formação Piauí desde o trabalho pioneiro na década de 1979 até as perspectivas atuais.</p> Sanmya Karolyne Dias Sara Nascimento Luciane Profs Moutinho Ana Karina Scomazzon Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 OS MICROFÓSSEIS E A HISTÓRIA DA BACIA DO PARNAÍBA DURANTE O PENNSILVANIANO E O PERMIANO: IDADES E AMBIENTES SEDIMENTARES REVELADOS PELOS PALINOMORFOS https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1613 <p>Microfósseis de parede orgânica (palinomorfos) são ferramentas de grande valor para as Geociências, permitindo correlações a longas distâncias, assim como datações relativas de estratos rochosos, de natureza marinha ou continental. Embora dados palinológicos ainda sejam relativamente escassos para a Bacia do Parnaíba, as poucas contribuições se mostraram úteis para fins de interpretação paleoambiental, correlação e datações relativas em determinados materiais de subsuperfície, recuperados por meio de perfurações. Este artigo apresenta uma revisão detalhada das publicações sobre a palinologia do Grupo Balsas, abordando o significado bioestratigráfico e paleoecológico, bem como as implicações cronoestratigráficas. Os trabalhos palinológicos realizados até o momento na Bacia do Parnaíba indicam idade de 315,2 - 307,0 milhões de anos (Pennsilvaniano) para os níveis estudados da Formação Piauí, e 290,1 - 266,9 milhões de anos (Cisuraliano médio ao Lopingiano) para os níveis analisados da Formação Pedra de Fogo. Em termos de paleoambiente, o registro palinológico indica uma deposição em corpos d´água salinos com aumento da aridez ao final da Formação Piauí e estabelecimento de um clima quente e árido nos depósitos da Formação Pedra de Fogo. Estudos em andamento e perspectivas para o futuro das pesquisas palinológicas na bacia são discutidos.</p> Edvaldo Oliveira Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 REGISTRO FÓSSIL DE INVERTEBRADOS DA SEQUÊNCIA PERMO-CARBONIFERO DA BACIA DO PARNAÍBA https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1603 <p>O uso de invertebrados para caracterização dos ambientes terrestre e marinho através de fosseis é de ampla aplicação devido ao íntimo relacionamento entre os invertebrados e o ambiente em que vivem. Assim, realizou-se o levantamento bibliográfico sobre o registro de invertebrados fósseis, com enfoque na formação Poti e Piauí (Carbonífero) e formação Pedra de Fogo (Permiano) da Bacia do Parnaíba. Para a pesquisa foi delimitado uma porção no intervalo permo-carbonifero, situada na região pertencente ao Estado do Piauí, onde afloram uma grande quantidade de rochas sedimentares da Era Paleozoica. O estudo mostra, que a presença de um mesmo grupo de invertebrados, os bivalves, para as três formações confirma a similaridade que existe entre as faunas carboníferas das formações Poti e Piauí e as do Permiano da formação Pedra de Fogo. Isso pode ser explicado pelo fato de que no Piauí os trabalhos para essas formações, apesar de virem crescendo ainda não são suficientes ou ainda pelo fato de que os sedimentos serem muitos retrabalhados ou ainda em consequência de movimentos tectônicos chegando a acumular sedimentos marinhos durante esses movimentos.</p> Lucieny Raquel da Costa e Silva Silva Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 A ORIGEM DAS “PEDRAS DE FOGO” NO ESTADO DO PIAUÍ https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1743 <p>A Formação Pedra de Fogo constitui uma unidade sedimentar da Bacia do Parnaíba, e no Brasil, é considerada um dos mais importantes registros sedimentares do início do Permiano (298-273 milhões de anos atrás). A Formação Pedra de Fogo a briga fragmentos de pedra de coloração branca, geralmente dispersas dentro do barro argiloso vermelho que recobre boa parte da região de Teresina e seu entorno. Uma das características destas pedras brancas é sua capacidade de gerar f aíscas qua ndo postas em intenso atrito uma contra a outra . Outras características comuns é sua alta dureza , e sua capacidade térm ica de aquecer rápida e intensamente sobre o sol escaldante do Piauí. Essas “pedras de fogo” começaram a se formar a mais de duas centenas de milhões de anos, quando o Estado do Piauí fazia parte do supercontinente Pangeia, e consistia em uma paisagem formada por um conjunto de lagos rasos com planícies salinas, esporadicamente alimentados por pequenas drenagens intermitentes que se mantinham frequentemente secas, e eram bordejados por borques formados por frondosas samambaias e gimnorpermas de pequeno a grande porte. Nesta paisagem, também proliferava variadas espécies de animais, tanto terrestres quanto aquáticas. Por meio de intensas pesquisas científicas desenvolvidas nos estados do Tocantins, Maranhão e principalmente Piauí, tanto pelos autores, bem como outros pesquisadores, ao longo de muitos anos, esse trabalho exibe as principais características geológicas, dentro do contexto paleoclimático e paleogeográfico que levaram a formação da unidade litoestratigráfica denominada Pedra de Fogo, de onde provêm as “ pedras que produzem fogo”.</p> Luiz Saturnino de Andrade Afonso César Rodrigues Nogueira Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 DESCRIÇÃO DE MICROBIALITOS EX SITU DA FORMAÇÃO PEDRA DE FOGO (PERMIANO, BACIA DO PARNAÍBA) NO MUNICÍPIO DE TERESINA, PIAUÍ https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1652 <p>Os microbialitos são estruturas laminares resultante da ação de microorganismos. São a evidência mais antiga de vida na Terra sendo registrados desde o Eoarqueano. Constituem um importante elemento para análises paleoambientais devido sua dinâmica de crescimento que é influenciada por fatores ambientais sendo possível associar suas variadas formas a determinados ambiente. Este estudo tem por objetivo descrever os microbialitos da Formação Pedra de Fogo (Permiano Inferior) encontrados nas margens do Rio Poti, na Zona Sul do município de Teresina, PI. O material foi coletado às margens do Rio Poti na zona sul do município. O material melhor preservado foi separado quanto a sua morfologia em colunares, pseudocolunares, domal, oncóides e esteiras. Entre o material pode ser observado diversos tipos de laminação, mostrando ciclos repetidos que podem indicar sazonalidade ambiental. As análises das variações verticais das bandas de crescimento mostraram uma ciclicidade ambiental com momentos de maior luminosidade representado por bandas mais largas e momentos de menor intensidade demonstrado por bandas mais curtas. A escassez de pesquisa sobre estes fósseis na unidade ressalta a relevância deste estudo na contribuição da compreensão do paleoambiente desta região, servindo também como fonte de dados para futuros trabalhos na área.</p> Naíde de Lucas da Silva Neta Willian Mikio Kurita Matsumura Érico Rodrigues Gomes Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 DESCRIÇÃO DE UM NOVO ESPÉCIME DE QUASIMODICHTHYS PIAUHYENSIS, FORMAÇÃO PASTOS BONS (JURÁSSICO SUPERIOR), BACIA DO PARNAÍBA, PIAUÍ, BRASIL https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1606 <p>O município de Floriano, Piauí, possui uma grande exposição de rochas sedimentares relacionadas à Bacia do Parnaíba, contendo registros de antigas faunas. Entre as unidades geológicas, destaca-se a Formação Pastos Bons que corresponde a um ciclo de sedimentação que compreende a sequência de lagos da margem leste da bacia, de idade Mesojurássico-Neojurássico, ocorrendo o registro dos peixes <em>Quasimodichthys piauhyensis</em>. Neste trabalho será analisado um novo espécime de <em>Q.</em> <em>piauhyensis</em> proveniente de um afloramento localizado na região da comunidade Taboquinha, 16 km a nordeste da sede de Floriano. O exemplar está depositado na coleção científica do laboratório de Geociências e Paleonotologia sob o número LGP-0909, ele possui aproximadamente 514 mm de comprimento padrão. O material referido é de grande importância, pois amplia os registros dessa espécie no Piauí e destaca a importância de novas expedições de trabalho de campo no município de Floriano, PI.</p> FRANCISCA RAIANY SOARES DE MOURA Ana Emilia Quezado Figueiredo Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 UM OVO FÓSSIL NO PIAUÍ https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1659 <p>Os sedimentos cretácicos da Bacia do Araripe guardam um rico conteúdo fossilífero de um período importante da história do Planeta Terra, a separação do supercontente Gondwana. Especialmente a Formação Romualdo, desta bacia, destaca-se por possuir uma rica e diversificada paleobiota, com excelente estado de preservação. E foi em terras piauienses que o primeiro ovo amniótico procedente desse depósito foi coletado, precisamente na cidade de Simões. Abreu et al. (2020) fizeram um estudo completo da descrição e identificação desse espécime, que foi atribuído a um crocodilo. Ainda mais excepcional foi a identificação de estruturas básicas de um embrião no interior desse ovo. Nesse trabalho, apresentamos alguns pontos importantes da pesquisa realizada sobre esse ovo fóssil. Também foram feitas algumas considerações acerca dos aspectos geológicos e paleontológicos da Formação Romualdo, além de uma síntese sobre a importância dos ovos fósseis nas pesquisas paleontológicas e a ocorrência de ovos fossilizados atribuídos a crocodilomorfos no Brasil.</p> Dayanne Abreu Paulo Victor de Oliveira Maria Somália Sales Viana Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 GEOLOGIA DA BACIA DO RIO GUARIBAS https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1649 <p>Situada na mesorregião sudeste piauiense, a bacia do rio Guaribas integra um total de onze bacias hidrográficas piauienses cobrindo terrenos distribuídos por 18 municípios. Sua configuração inclui nove sub-bacias, formadas por cursos d’água menores e intermitentes, dentre os quais destacam-se o riacho Pitombeira, o riacho Canabrava, o riacho Grotão, o riacho São João e o rio Riachão, que desembocam no rio Guaribas que é afluente do rio Itaim, que deságua no rio Canindé, um dos principais formadores do rio Parnaíba, segundo maior rio nordestino, com uma extensão de 1.485 km. Das litologias mapeadas na área da bacia fazem parte rochas do embasamento, representados pelas litologias do Neo e Mesoproterozóico (Suíte Intrusiva Itaporanga, com granitos intrusivos grosseiros e veios pegmatíticos) e Complexo Jaguaretama com xistos ricos em micas e granitos migmatizados); Sequência Siluriana<strong> (</strong>Grupo Serra Grande representado apenas pela Formação Ipu com arenitos e conglomerados); Sequência Mesodevoniana-Eocarbonífera (representada pelo Grupo Canindé através das formações Itaim, Pimenteira e Cabeças sem litologias das formações Longá e Poti); e Rochas magmáticas, representantes do magmatismo jurocretáceo, com afloramentos da Formação Sardinha na forma de soleira intrudida nos arenitos da Formação Cabeças.</p> José Sidiney Barros Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3 Resenha Livro Geoparque Seridó - por Marcos Nascimento https://periodicos.ufpi.br/index.php/acipi/article/view/1742 <p>Geoparques são territórios bem definidos geograficamente, que possuem um patrimônio geológico notável, a nível internacional, onde as comunidades estão inseridas num processo de desenvolvimento sustentável, sendo um dos focos principais de ação a proteção da natureza, com especial destaque à sua geodiversidade.</p> Marcos Antonio Leite do Nascimento Copyright (c) 2022 Revista da Academia de Ciências do Piauí 2022-01-28 2022-01-28 3 3